Gentili criticou os supostos "fantasmas" que seguem Mano em seu Twitter, comandado por Camilla Menezes
Foto: Reinaldo Marques/Terra
- Vagner Magalhães
- Direto de São Paulo
A filha do técnico Mano Menezes, Camila Menezes, e o integrante do programa CQC Danilo Gentili discutiram durante o último debate desta quarta-feira do MediaOn, maior fórum de jornalismo da América Latina. Gentili afirmou que o Twitter do técnico corintiano está repleto de fantasmas entre os seus mais de 1 milhão de seguidores. Ele insinuou que o Twitter do treinador fazia uso de scripts, programas utilizados para adicionar usuários que não existem.
Camila disse que jamais fez uso desse tipo de artifício e que muito do sucesso do Twitter de seu pai é por conta de ele ser treinador do Corinthians, time que tem uma repercussão de mídia acima da média entre seus pares. "Nós nunca fizemos isso. Eu nem sabia como funcionava. Nunca nenhum jornalista nos procurou e muita gente publicou isso como se fosse uma verdade. O único ranking que o Mano se preocupa é com o desempenho do time dele".
Gentili respondeu então que as coisas andavam mal para a equipe. Ela rebateu: "dois títulos do ano tá bom. Quando você for jogador pode tentar um desempenho melhor".
Camila afirmou que a maior vitória do Twitter utilizado por Mano é a credibilidade adquirida no curto espaço de tempo em que está no ar. "Hoje ele é uma referência entre os jornalistas e acompanhado de perto por eles. Tenho arquivado mais de 40 matérias geradas a partir desse meio de comunicação", disse. Mano tem mais de 1,1 milhão de seguidores na ferramenta, mas Camila afirmou que alcançar essa marca não estava em seus planos: "meu pai não é um comunicador. O Twitter dele virou uma febre".
Gentili criticou o fato de Camila moderar o Twitter de Mano. "A graça do Twitter é eu mesmo me comunicando com quem está me lendo. A partir do momento que eu ficar moderando o que está acontecendo, não serei eu verdadeiro. Eu sou uma pessoa como vocês", disse.
Marion Strecker, diretora de conteúdo do UOL, entrou na conversa e disse o quanto é difícil controlar o fluxo de pessoas dentro do Twitter. "É difícil ficar bloqueando todas essas tranqueiras. Esse tipo de situação corresponde ao spam do e-mail. Na internet é como briga de gato e rato. Quem fala é a criadora do bate-papo UOL. Faz 14 anos que a gente quebra a cabeça para neutralizar esse tipo de coisa e quando a gente fecha uma porta, essas pessoas criam um jeito de burlar".
Altino Machado, jornalista do Blog da Amazônia, preferiu ficar de fora do debate e afirmou que o blog deu uma dimensão mundial ao seu trabalho. "A internet é algo que supera fronteiras. Recebo mensagens de todas as partes do mundo. E pensar que já transmiti matérias por telex", disse. Ele afirmou que essa foi a forma que utilizou para noticiar a morte de Chico Mendes em 1989.
Apesar do clima tenso durante a apresentação, depois do debate, Danilo Gentili e Camilla Menezes passaram cerca de 20 minutos conversando na saída do auditório em um clima amistoso.
- Redação Terra










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