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 Ministro: repercussão do Rio é porque País está "na cena"
22 de outubro de 2009 18h02 atualizado às 20h42

O ministro do Turismo, Luiz Barretto, disse nesta quinta-feira que as repercussões negativas na imprensa internacional sobre a violência no Rio de Janeiro é uma reação esperada, já que o Brasil está "na cena" por causa da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016. Por isso, ele disse que não se preocupa com as reportagens sobre a criminalidade na cidade.

No último sábado, a tentativa de invasão ao morro dos Macacos, na zona norte do Rio, por criminosos de uma facção rival resultou em uma série de confrontos. A polícia tentou intervir e se colocou no meio do fogo cruzado. Um helicóptero acabou atingido e caiu, matando três policiais. No total, desde sábado, 35 pessoas morreram em eventos relacionados à tentativa de invasão.

 "Também há matérias positivas. O Financial Times disse hoje que o Brasil é a bola da vez", disse ele, ressaltando que, pela importância das duas competições, são esperadas reportagens na mídia internacional tanto positivas quanto negativas. "Hoje estamos na cena do jogo. Antes não estávamos na cena."

Segundo o ministro, a violência não é um problema só do Rio de Janeiro, mas de todo o território nacional e tanto o governo federal quanto a sociedade terão que se mobilizar para enfrentá-la.

Apesar disso, o ministro do Turismo se mostrou otimista. "O Rio já teve condições de organizar uma Eco-92, um bom Pan-Americano. A cidade organiza as maiores festas populares do Brasil, que são o Carnaval e o Réveillon", afirmou. "Portanto, tem todas condições. Eu sou daqueles brasileiros que acha que a gente vai vencer essa batalha."

Agência Brasil