Oposição queria nova audiência após Lina mudar sua versão
18 de agosto de 2009
Foto: Agência Senado
A Comissão de Constituição e Justiça do Senado rejeitou há pouco requerimento do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), de convite para que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e a ex secretária da Receita Federal, Lina Vieira, dessem explicações sobre o suposto encontro para tratar de investigações nos negócios da família Sarney. O requerimento foi rejeitado por nove votos a quatro.
A estratégia governista, maioria na comissão, foi de apresentar e rejeitar o requerimento para que outro requerimento sobre o mesmo assunto do líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), ficasse prejudicado e não fosse apreciado pelos senadores. Virgílio não estava presente na comissão por isso, seu requerimento não chegou a ser votado.
A decisão gerou revolta entre os oposicionistas. O vice-líder do PSDB, Álvaro Dias (PR), chegou a discutir com Romero Jucá e classificou a atitude de "mentira".
O líder do PT no Senado, Aloízio Mercadante (SP), disse que o convite a Lina e Dilma não é necessário. "Não vejo razão para requentar esse assunto. O Senado tem matérias mais relevantes para debater".
Lina Vieira já havia comparecido à CCJ para dar explicações quanto ao possível encontro que, segundo ela, teria ocorrido na Casa Civil. Na reunião, teria ouvido de Dilma Rousseff um pedido para "agilizar" a investigação feita pela Receita Federal nos negócios da família Sarney. O encontro teria sido extraoficial, por isso, não teria sido registrado na agenda de trabalho das duas. No entanto, esta semana, Lina Vieira voltou atrás e afirmou à imprensa ter encontrado uma agenda em que registrou à caneta a data e a hora da reunião.



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