Suzane foi condenada a 39 anos de prisão por participar da morte dos pais
Foto: Denny Cesare/Futura Press
A Justiça de Taubaté, no interior de São Paulo, negou na segunda-feira o pedido para que Suzane Von Richthoffen cumpra o resto de sua pena em regime semiaberto. A decisão é da juíza Sueli Zerak de Oliveira Armani, da 1ª Vara de Execuções de Taubaté.
Suzane foi condenada a 39 anos de prisão juntamente com os irmãos Cristian e Daniel Cravinhos pelo assassinato de seus pais, ocorrido em outubro de 2002. Daniel, que namorava Suzane, e seu irmão confessaram que mataram o casal com golpes de barra de ferro. O crime foi planejado pela jovem.
Em sua decisão, a juíza alega que Suzane é "pessoa presumivelmente perigosa" e agiu com frieza e crueldade no assssinato de seus pais. A juíza informa que a jovem tende a desvalorizar o outro e atribui pouca importância ao ser humano. Segundo o despacho, em exame criminológico, Suzane apresenta "forte característica narcisistica e facilidade em perder o controle emocional". De acordo com a magistrada, o irmão se refere a ela como mentirosa e manipuladora.
Após o cumprimento de um sexto da pena a que Suzane foi condenada, a defesa entou com pedido de progressão para regime semiaberto. A análise do pedido havia sido suspensa no último dia 12 de agosto, depois que o Ministério Público (MP) abriu investigação para apurar supostos perfis que a jovem manteria na rede se microblogs Twitter e no Orkut.
Para chegar a decisão, a juíza analisou o argumento dos advogados, exames psicológicos e criminológicos realizados e o posicionamento do MP, que deu parecer contra a progressão da pena. Segundo o promotor Paulo José de Palma, Suzane tem personalidade dissimulada e manipuladora e não teria condições de voltar ao convívio social neste momento.
- Redação Terra

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