A Polícia de Piquerobi (SP) prendeu dois homens acusados por crime ambiental e apreendeu 146 filhotes de papagaio
Foto: Cícero Affonso/Especial para Terra
- Cícero Afonso
- Direto de Presidente Prudente
A Polícia de Piquerobi (SP) prendeu neste sábado dois homens acusados por crime ambiental e apreendeu 146 filhotes de papagaio. A dupla transportava os animais escondidos no fundo falso de uma caixa de som selada no porta-malas de um Fiat Palio Wekkend com placas de São Paulo (SP).
Foram presos o condutor do veículo, Panta Alves dos Santos, 45 anos, que já possui investigação em São Paulo pelo mesmo crime ambiental, e o seu acompanhante João Edivan Rios, 59 anos, ambos residentes na capital paulista. Os dois foram encaminhados para a cadeia pública de Presidente Venceslau.
A ocorrência teve início com a Polícia Militar, que abordou o veículo durante uma fiscalização de rotina e detectou que o carro apresentava documentação irregular, pois o documento original constava como vencido e o condutor apresentou uma cópia adulterada.
Depois, a ocorrência foi encaminhada para a Delegacia de Polícia Civil de Piquerobi. Durante a nova averiguação, o motorista teria tentado subornar um dos policiais oferecendo a ele a importância de R$ 500 em dinheiro para deixá-lo seguir viagem sem passar pela fiscalização. O condutor foi preso em flagrante por tentativa de corrupção ativa. A polícia apreendeu com ele três cédulas de R$ 100, que seriam falsas.
Ao revistar o veículo, os policiais acharam as aves. Os animais estavam escondidos dentro de uma caixa selada em um fundo falso no porta-malas. O som estaba ligado para camuflar o ruído que elas produziam. Por causa da situação irregular do transporte dos 146 filhotes, 63 já estavam mortos.
De acordo com o delegado da Polícia Civil de Piquerobi, Everson Aparecido Contelli, a dupla adquiriu o lote das aves em uma cidade de Mato Grosso do Sul em uma negociação clandestina e pagou R$ 4 mil por elas. Os homens pretendiam levar as aves para São Paulo, onde depois de alguns dias, venderiam cada exemplar por até R$ 2,5 mil, também no comércio clandestino.
- Especial para Terra




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