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 Líder do DEM: MST é 'Farc brasileira' mantida pelo governo
06 de outubro de 2009 16h39 atualizado às 16h59

Marina Mello
Direto de Brasília

O líder do DEM na Câmara, Ronaldo Caiado (GO), comparou nesta terça-feira o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) por causa da destruição numa lavoura de laranjas no interior de São Paulo. "O MST é as 'Farc brasileira' mantida pelo (ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme)Cassel e financiada com dinheiro público", disse.

Segundo ele, o ato demonstra a violência e a ousadia do movimento que não teme qualquer punição, por contar com total apoio do governo federal. O líder acusou o governo de, por meio do ministro de Desenvolvimento Agrário, ter atuado de forma a retirar 45 assinaturas e impedir a instalação da CPI do MST. Caiado disse que novas assinaturas são colhidas para que uma CPI seja instalada. Em nota, o MST classificou como represália o pedido de criação de uma comissão para investigar denúncias de repasses de recursos públicos à entidade.

"É uma demonstração da força direta do governo e do ministro Cassel em retirar 45 assinaturas em cima da hora", disse. "Já estamos com o requerimento pronto e colhendo novas assinaturas", afirmou.

O líder afirmou ainda que a tentativa do governo em barrar a CPI se deve ao fato de querer abafar as diversas denúncias de desvio de verbas ao MST via ONGs, que virão a tona dentro da comissão. "É óbvio que ele (ministro) não quer a instalação da CPI, eles já sabem que nós tivemos acesso a todas as irregularidades, à verba repassada a ONGs por meio de laranjas. Em retaliação aos 'laranjas', eles destruíram um laranjal", disse o líder.

Redação Terra