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 Dilma é convocada como testemunha no mensalão
05 de outubro de 2009 20h11 atualizado em 06 de outubro de 2009 às 15h45

Laryssa Borges
Direto de Brasília

Por determinação do ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal (STF), a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, recebeu ofício para que atue como testemunha de defesa do deputado cassado Roberto Jefferson (PTB-RJ) e do ex-deputado José Janene (PP-PR), ambos réus no processo que apura o esquema do mensalão. Anteriormente, o Terra havia informado que Dilma seria testemunha do ex-ministro José Dirceu (PT-SP), mas a informação foi desmentida pelo STF.

Pré-candidata à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma integra a lista de autoridades apontadas na última semana como testemunhas dos 39 réus do que o Ministério Público Federal classificou como "quadrilha". Ao todo, também deverão prestar esclarecimentos sobre o suposto esquema de propina a parlamentares os ministros da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, e da Previdência, José Pimentel, além de quatro senadores e de 29 deputados federais.

Ex-ministra de Minas e Energia, Dilma foi alçada à chefe da Casa Civil após José Dirceu, então titular da pasta, ter deixado o governo e, em seguida, ser alvo de processo de cassação na Câmara.

Na mesma ação penal, o presidente Lula também já foi arrolado como testemunha de Roberto Jefferson, algoz do mensalão e desafeto de Dirceu, e de José Janene. Segundo denúncia do MP, o caso era formado por uma quadrilha que tinha o objetivo de "desviar dinheiro público e comprar apoio político" para "garantir a continuidade do projeto de poder" do Partido dos Trabalhadores (PT).

De acordo com o Código de Processo Penal, a testemunha não pode se recusar da obrigação de depor. Como ministra de Estado, Dilma poderá escolher local, dia e hora para apresentar seus esclarecimentos. A mesma legislação, no entanto, abre espaço para que testemunhas não compareçam ao depoimento se "em razão de função, ministério, ofício ou profissão, devam guardar segredo", com a ressalva de o réu as desobrigar do sigilo e elas, portanto, quiserem dar seu testemunho.

Dilma já tomou conhecimento do ofício, mas ainda não agendou a data de seu depoimento.

Redação Terra