O promotor de Justiça do caso Isabella Nardoni, Francisco Cembranelli, afirmou que o casal Alexandre Alves Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta da menina, ainda não foram a julgamento pelo Tribunal do Júri porque a defesa deles ajuizou vários recursos desde o ano passado. Segundo o promotor são medidas legais, mas com "o objetivo de atrasar o processo e fazer com que o caso caia no esquecimento da população".
O casal está preso desde abril do ano passado, acusado de assassinar a menina em 29 de março de 2008.
Com os sucessivos recursos, disse Cembranelli, a defesa "também pretende forçar uma liberdade dos réus que estão presos, com essa aparente demora do julgamento, impetrando habeas corpus, sob alegação de lentidão". No início de setembro, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o quarto habeas corpus pedindo a liberdade do casal.
Amanhã termina o prazo para a defesa especificar as testemunhas que pretende arrolar para o julgamento e requerer diligências para esclarecer provas da acusação. O promotor afirmou que, se a defesa não apresentar requerimento extenso ou se o juiz indeferir parte dos pedidos, o julgamento ainda pode acontecer este ano.
O novo advogado do casal, Roberto Podval, rebate dizendo que o processo não está pronto para o júri: "há várias questões técnicas e de provas que precisam ser resolvidas antes". Ele cita o caso da fralda manchada de sangue que foi encontrada de molho em um balde. "Ainda que fosse verdade, quando o casal fez isso não havia processo instaurado. Portanto, não pode ser fraude processual como está na denúncia aceita pela Justiça", disse ele, que, na semana passada, levantou nova tese de acidente doméstico para a morte de Isabella.
Justiça manda apreender livro
Um livro do clínico geral Paulo Roberto Papandreu, do Rio Grande do Sul, foi motivo de nova polêmica no caso. Conforme o jornal O Dia noticiou domingo, a pedido da mãe de Isabella, Ana Carolina de Oliveira, a 1ª Vara Cível de Santana, em São Paulo, mandou apreender todos os exemplares de Isabella, que sustenta que a criança se jogou sozinha do sexto andar do prédio onde o pai e a madrasta moravam.

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