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 Família de Isabella fica "satisfeita" com proibição de livro
04 de outubro de 2009 11h20 atualizado às 11h32

A advogada que representa a mãe de Isabella, Ana Carolina Oliveira, afirmou que a família da menina recebeu com satisfação a proibição do livro que levanta a tese de acidente doméstico para a morte da menina. "Era o que a família queria", disse Cristina Christo Leite, que se negou a fazer outros comentários alegando o sigilo judicial do processo.

A 1ª Vara Cível de Santana, em São Paulo, concedeu liminar na quinta-feira proibindo a venda, divulgação e discussão do conteúdo do livro pelas partes.

O volume, de autoria de um médico gaúcho e impresso por uma gráfica de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, rebate a versão de assassinato defendida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo, e absolve o casal Nardoni ao levantar a hipótese de acidente doméstico. A publicação foi em junho deste ano.

Entre os argumentos da ação, está o de que a foto que estampa a primeira edição do livro não teve uso autorizado pela família.

Relembre o caso
Isabella Nardoni foi encontrada ferida no dia 29 de março no jardim do prédio onde moram o pai e a madrasta, na zona norte de São Paulo. Segundo os Bombeiros, a menina chegou a ser socorrida e levada ao Pronto-Socorro da Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos e morreu por volta da 0h.

O inquérito policial apontou que ela foi agredida, asfixiada e jogada do sexto andar do edifício. Os supostos responsáveis irão a júri popular no começo de 2010.

Redação Terra