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 Médico acusado de pedofilia e prática de aborto é preso no PR
26 de setembro de 2009 13h33 atualizado em 27 de setembro de 2009 às 11h45

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Uma força-tarefa do Ministério Público Federal e das policiais Civil e Militar do Paraná prendeu na manhã deste sábado um ginecologista acusado de estupro, prática de aborto e pedofilia. O operação, batizada de Hera, também fechou a clínica do médico, localizada na área central de Curitiba.

De acordo com as investigações do Ministério Público, iniciadas em julho deste ano depois de uma denúncia, o ginecologista recebia, geralmente após as 19h, adolescentes entre 12 e 17 anos para manter relações sexuais. Em troca, as meninas eram presenteadas com dinheiro e viagens.

Pelo menos duas vezes por semana, as menores eram levadas até o local, por uma outra mulher, que também teve a prisão decretada. Na manhã deste sábado, os policiais cumpriram nove mandados de busca e apreensão e de prisões temporárias, expedidas pela Justiça do Paraná. Duas auxiliares do médico na clínica também foram presas.

Conforme o Ministério Público, durante a operação, a força-tarefa localizou indícios de prática de abortos na clínica. Os investigadores supeitam que seriam realizados 15 procedimentos por mês há cerca de 10 anos.

O Ministério Público constatou o médico cobrava a quantia de R$ 200 por consulta e o preço do procedimento de aborto variava de acordo com o período de gestação em que as mulheres se encontravam, partindo de R$ 1 mil até R$ 5 mil.

As mulheres presas serão encaminhadas para o Centro de Triagem I em Curitiba e o médico ficará preso no Centro de Triagem II em Piraquara.

Redação Terra