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 MPF aciona ex-deputado por integrar máfia das sanguessugas
25 de setembro de 2009 18h12 atualizado às 18h19

O ex-deputado federal Coriolano Sousa Sales e mais quatro integrantes da máfia das sanguessugas foram acionados pelo Ministério Público Federal (MPF) por improbidade administrativa. Segundo a ação, o ex-deputado montou um esquema de aquisição de ambulâncias para diversos municípios do interior da Bahia, mediante pagamento de propina.

Além de Coriolano, o assessor parlamentar do ex-deputado, Weliton Brito David Carvalho, e os empresários Darci José Vedoin, Luiz Antônio Trevisan Vedoin e Ronildo Pereira de Medeiros também foram acionados pelo MPF.

A ação pede a condenação dos acusados, além da perda da função pública, ressarcimento integral do dano, pagamento de multa civil, suspensão dos direitos políticos e proibição de contratar com o poder público e dele receber benefícios ou incentivos fiscais e creditícios pelo prazo de 10 anos.

De acordo com a ação do MPF, Coriolano recebia um pagamento de 10% sobre o valor das emendas apresentadas ao Orçamento da União para a aquisição das ambulâncias. Também ficava sob responsabilidade do ex-deputado, o contato com as prefeituras para combinar os processos de licitação, que eram realizados de forma fraudulenta, com o objetivo de favorecer as empresas indicadas por Coriolano Sales.

Quem realizava este contato com os prefeitos era o assessor parlamentar Welinton Brito David Carvalho, que também era responsável por providenciar o recebimento das comissões e forma que a real destinação do dinheiro passasse desapercebida.

O assessor utilizou a conta da própria ex-namorada para receber os depósitos referentes às vendas das emendas, declarando que o dinheiro seria proveniente de serviços de consultoria prestados por ele.

Como adiantamento da venda das emendas, o ex-deputado também recebeu uma máquina gráfica 'off-set' para ser utilizada em campanha para prefeito do município de Vitória da Conquista, a 509 km de Salvador, no ano de 2004. Apesar de ter sido comprada pelo ex-deputado, segundo depoimento, a máquina foi paga pelos empresários Luiz Antônio Vedoin e Ronildo Medeiros.

Redação Terra