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 Governador chamar Minc de veado é estarrecedor, diz Dirceu
23 de setembro de 2009 15h55 atualizado às 16h18

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT-SP) afirmou em seu blog, nesta quarta-feira, que os ataques "de baixo nível" do governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), ao ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, são "estranhos" e "estarrecedores".

Na terça-feira, o governador classificou o ministro de "veado e fumador de maconha" e disse que o estupraria em praça pública caso voltasse ao Estado para participar de eventos ambientais.

"Com certeza, o governador tem competência e, com um mínimo de sensatez e serenidade, teria encontrado no seu português os termos e palavras adequadas para construir as frases com que manifestaria seu descontentamento, contrariedade e críticas à inclusão do Pantanal e da Bacia do Alto Paraguai (rio) nas áreas em que o governo federal proibiu o plantio de cana e a instalação de novas usinas de açúcar e álcool", afirmou Dirceu.

O petista afirmou que a proibição foi determinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na semana passada e que atinge também a Amazônia e o Cerrado. "Nem os pedidos de desculpas do governador feitos posteriormente justificam seus ataques pessoais injustificáveis", ressaltou. "Não adianta, como fez Puccinelli em nota distribuída por seu gabinete à tarde, ontem, dizer que os ataques foram entendidos pelos empresários presentes ao encontro 'em tom de brincadeira, sem caráter de ofensa pessoal'."

Hoje, Minc voltou a ironizar o governador de Mato Grosso do Sul e afirmou que o gestor é um "homossexual enrustido". "Ele deve fazer uma análise mais profunda da declaração dele sobre o estupro em praça pública e examinar e tratar com mais carinho o homossexualismo que existe dentro dele próprio e talvez aceitar isso com mais razoabilidade. O Freud (Sigmund Freud, psicanalista) explica que muitas pessoas que têm o homossexualismo enrustido tentam matar o homossexual que há dentro dele próprio", disse o ministro, descartando pretender processar Puccinelli pelas agressões.

Redação Terra