Um novo sistema de monitoramento nacional por aviões não tripulados deve ser colocado em prática ainda este ano pela Polícia Federal (PF), em todo o território nacional. A informação foi dada nesta segunda-feira pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, durante a abertura da 21ª Reunião do Grupo de Trabalho da Interpol para Crimes Contra a Vida Selvagem, em Manaus.
De acordo com o ministro, o sistema faz parte de um grande projeto denominado Vant e já funciona em caráter experimental em Foz do Iguaçu (PR). "O projeto será estendido para todo o País. Não podemos ter a ilusão de que teremos o controle físico de toda a área de fronteira. Isso é impossível. Temos que ter o controle tecnológico e projetos estratégicos", disse.
Segundo o ministro, o projeto Vant representa um dos esforços do governo federal no sentido de promover a segurança nacional e coibir, por exemplo, os crimes ambientais. Com 16 m de envergadura e uma autonomia de vôo de 36 horas, os "aviões espiões" que foram comprados serão capazes de enxergar túneis subterrâneos e monitorar o contrabando de armas, o tráfico de drogas e os grupos armados nas fronteiras e nas favelas.
O diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, explicou que as aeronaves são fabricadas em Israel e permitem a identificação de pessoas até mesmo em baixo da copa das árvores, após a emissão de um tiro, pelo calor gerado. Também serão capazes de interagir com satélites.
"É uma grande ferramenta de inteligência para a Polícia Federal, que vai nos permitir monitorar as regiões ininterruptamente. Em dezembro, já devem começar a operar", informou Corrêa.
Serão inicialmente três aviões não tripulados, mas a meta é chegar a 14. Todo o conjunto do projeto, incluindo a infraestrutura de treinamento, a base de comando e as três aeronaves iniciais, está estimado em R$ 50 milhões de dólares. Ainda segundo Corrêa, o projeto Vant terá cinco sedes no Brasil, sendo uma delas na Amazônia.
"Com esses três (aviões) poderemos cobrir boa parte do território brasileiro, incluindo a Amazônia", disse o diretor-geral da PF.
- Agência Brasil


Assista agora »
Assista agora »