O senador José Sarney preside a sessão ao lado dos relatores Marco Maciel e Eduardo Azeredo
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
Laryssa Borges
Direto de Brasília
O Plenário do Senado aprovou nesta terça-feira emenda que garante que sites de candidatos a cargos eletivos possam se manter no ar até mesmo no dia do processo eleitoral. O colegiado, que analisa mais de dez emendas ao projeto de minirreforma eleitoral, entendeu, por maioria, que não deve se fixar prazo para a retirada de propaganda eleitoral na web.
O Senado aprecia nesta terça-feira as emendas apresentadas pela Casa ao projeto de minirreforma eleitoral. O texto ainda terá que ser votado na Câmara dos Deputados. Para valerem nas próximas eleições, em 2010, as novas regras devem sancionadas pelo presidente Lula até o dia 3 de outubro, data que marca um ano antes do primeiro turno.
"Isso permitirá que os sites dos candidatos possam estar no ar no dia da eleição", explicou o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), relator do projeto de alterações na legislação eleitoral na Comissão de Ciência e Tecnologia da Casa.
Nas últimas eleições, os candidatos eram obrigados a usar o domínio ".can.br" e tirar o site do ar 48 horas antes das eleições. Na semana passada, o Senado votou pela liberação da campanha em blogs e outras ferramentas da web. Hoje, o Plenário analisa emendas consideradas polêmicas, como a que proíbe portais de internet de emitir opiniões sobre candidatos.
Também no bojo da minirreforma eleitoral, o Senado rejeitou emenda defendida pelo PDT segundo a qual pelo menos 2% dos votos deveriam ser impressos para garantir a conferência dos dados registrados na urna eletrônica. "É para garantir lisura e dar credibilidade às urnas", disse o autor da emenda, senador Osmar Dias (PDT-PR), antes de ser derrotado pelos demais senadores. A questão do voto impresso já havia sido aprovada na Câmara dos Deputados.
- Redação Terra


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