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 Dilma terá de enfrentar "furacão" como candidata, diz Múcio
25 de agosto de 2009 12h35 atualizado às 12h39

Laryssa Borges

Direto de Brasília


Coordenador político do governo, o ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, afirmou nesta terça-feira que, como candidata à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, sempre terá de enfrentar "um furacão" de problemas e denúncias.

Desde a semana passada, sob o argumento de que foi por orientação médica, Dilma tem diminuído o ritmo de sua agenda de trabalho e evitado aparições públicas. Pelo segundo dia consecutivo, a ministra fica em sua casa em Brasília e não despacha no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sede provisória da Presidência da República.

Na última terça-feira, quando Dilma cancelou uma viagem que faria ao Rio de Janeiro para acompanhar Lula, a ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira, confirmava em depoimento no Senado ter se encontrado com a ministra e ouvido o pedido para que fossem "agilizadas" e "encerradas" investigações que o Fisco fazia em empresas ligadas ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Para Múcio, a ausência de Dilma Rousseff em agendas públicas não reflete o desejo de a "tirar do furacão" das denúncias de Lina Vieira e tampouco reforça a hipótese de que a ministra precisaria de uma "tropa de choque" para evitar tantos ataques.

"Não precisa (de tropa de choque). Não é tropa de choque em defesa (de Dilma). O batalhão que vai ajudar", comentou. "Ela é candidata a presidente da República. O furacão vai ser sempre. No meio de 192 milhões de brasileiros, uma foi escolhida para ser nosso candidato", comentou.

Oficialmente, a Casa Civil relembra que, desde a última segunda, quando Dilma fez a última sessão de radioterapia para tratar um linfoma, sua agenda está menos cheia.

"Evidentemente que depois de tudo que ela passou o justo, o que qualquer um de nós faria (era) parar 30 dias, 40 dias, mas ela não parou de trabalhar. Soube que ela ontem deu uma descansada e hoje também porque amanhã temos um dia duro (para) terminar a questão do pré-sal", explicou o ministro de Relações Institucionais.

Redação Terra