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Corpo do bicheiro Maninho é enterrado no Rio

29 de setembro de 2004 19h26 atualizado às 19h26

O corpo do bicheiro Waldemir Paes Garcia, o Maninho, assassinado em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, foi enterrado na tarde desta quarta no Cemitério de Sulacap. Cerca de 300 pessoas estiveram presentes no velório na quadra da Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro, no Andaraí.

"É uma perda irreparável. Pior é a brutalidade como as coisas acontecem na cidade", afirmou o jogador Edmundo, do Fluminense, freqüentador da quadra do Salgueiro e amigo de Maninho, que chegou no final do velório, conforme O Globo.

Entre os presentes no enterro estava o jogador do Fluminense Edmundo, que freqüentava a quadra e era amigo pessoal de Maninho. Além dele, Romário e Renato Gaúcho também compareceram.

A semifinal da escolha do samba-enredo da Acadêmicos do Salgueiro, que tinha como patrono o bicheiro Maninho, foi cancelada. A decisão estava marcada para este sábado. Além de Edmundo, Romário e Renato Gaúcho compareceram ao velório. Lá estavam também representantes de quase todas as escolas de samba do Rio de Janeiro.

Filho de Miro
Maninho foi assassinado na noite de ontem quando saía de uma academia em na Zona Oeste do Rio. O banqueiro do jogo do bicho estava em uma motocicleta, quando homens que ocupavam um automóvel dispararam seis tiros de fuzil. Atingido no tórax e no braço, Maninha foi levado ao hospital, mas acabou não resistindo.

Maninho era filho do também bicheiro Waldomiro Garcia, o Miro. Em fevereiro de 2002, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenou Maninho a pagar indenização por danos morais de R$ 270 mil e uma pensão vitalícia a Carlos Gustavo dos Santos, o Grelha.

Em 1988, Grelha foi baleado por seguranças do bicheiro, logo após sair de um restaurante da Zonas Sul com amigos, incluindo o ator Tarcísio Meira Filho. Maninho suspeitou de que alguém do grupo estivesse paquerando sua namorada e tentou se vingar.

Em 93, ele e outros 12 bicheiros foram condenados por formação de quadrilha. Maninho ficou dois anos preso.

Polícia investiga crime
A polícia trabalha com duas linhas de investigação: em uma delas, os policiais querem saber se Maninho contrariou interesses de adversários ao tentar levar máquinas caça-níqueis para a zona oeste da cidade. Na segunda, o crime estaria relacionado à morte de um ex-PM, assassinado também ontem dentro de um presídio, informou o Jornal Nacional.

O ex-PM Tadeu Fraga cumpria pena pelo assassinato do filho do ex-prefeito de Teresópolis Mario Tricano. O rapaz também estaria envolvido com o jogo do bicho. Segundo a polícia, Maninho seria o mandante do crime.

Redação Terra