Daniel Gonçalves
Direto do Rio de Janeiro
O apartamento do ex-jogador Romário foi leiloado no fim da tarde desta quarta-feira, no Fórum da Barra, no Rio de Janeiro, por R$ 8,01 milhões. O comprador, que não quis se identificar, afirmou apenas que representa os interesses de uma empresa.
Esse é o segundo leilão realizado para executar a venda da cobertura de Romário. O primeiro aconteceu em 28 de julho. Na ocasião, não houve interessados. O ex-vascaíno ainda lutava na Justiça para não perder o imóvel. Romário tentou anular o pregão com recurso na 17ª Câmara Cível, mas o apartamento foi à venda nesta tarde pelo preço mínimo de R$ 4,4 milhões - metade do valor de mercado do imóvel.
O vencedor do leilão estará livre dos débitos de condomínio e de IPTU que Romário acumulou nos últimos anos. O leilão é resultado de ação judicial movida por casal de vizinhos do ex-jogador, em 2003. Eles reclamaram que vazamento na cobertura do ex-craque estaria causando problemas no apartamento, como infiltração no teto, manchas no piso e deterioração de cortinas.
Em junho, a indenização estipulada pela 5ª Vara Cível estava em R$ 5,5 milhões. Além de pagá-los, o dinheiro do leilão está reservado para parcelas de condomínio atrasadas e débitos com a empresa Koncretize e a Receita Federal.
A defesa do ex-jogador pediu o cancelamento do processo alegando que a quantia pedida pelos vizinhos não condiz com a realidade. O recurso encaminhado à 17ª Câmara Cível considera abusivos alguns valores embutidos na indenização, como os honorários do advogado, de mais de R$ 1 milhão; multa de R$ 850 mil por Romário ter transferido a Ferrari para a mulher; outra multa de R$ 420 mil pelo não pagamento espontâneo da dívida; além de R$ 2,9 milhões em lucros cessantes (valor que os vizinhos deixaram de ganhar por não conseguir alugar o apartamento para mais ninguém desde o vazamento no apartamento do atleta).
Romário ainda alega que a dívida de R$ 7,5 milhões com a Koncretize - divulgada há 15 dias pela juíza Adriana Angeli, da 5ª Vara Cível - não existe mais. No recurso, a defesa afirma que decisão da 14ª Câmara Cível extinguiu, em 2005, a execução desse débito. Procurada, a juíza Adriana não foi encontrada para comentar o caso.
- Redação Terra


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