A ex-analista de importação do Grupo Tânia Bulhões, Magáli Bertuol, confirmou para a Polícia Federal as suspeitas de fraude e operações ilegais contra a empresária, que possui uma loja de móveis de luxo e materiais de decoração na região dos Jardins, área nobre da capital paulista. A ex-funcionária afirmou ainda que Tânia Bulhões apenas abriu mão das fraudes em 2006, após a prisão da dona da Daslu, Eliana Tranchesi. As informações são do Jornal Nacional.
Segundo investigações da PF e da Receita Federal, o Grupo Tânia Bulhões teria arrecadado R$ 150 milhões com o esquema de fraudes. No dia 14 de julho, a Operação Porto Europa apreendeu R$ 2,1 milhões em três lojas e duas casas dos supostos beneficiados.
A ex-funcionária Magáli Bertuol é apontada pela Receita Federal como peça chave do esquema e responsável pelas fraudes. Ela contou em depoimento que trabalhou com Tânia Bulhões por quase seis anos, até abril de 2008. Segundo ela, um brasileiro ajudava a realizar importações fraudulentas em Miami, nos Estados Unidos.
De acordo com a ex-analista, o intermediário alterava as notas fiscais nos Estados Unidos e enviava os produtos para o Grupo Tânia Bulhões com valor 60% menor. Ainda segundo Magáli, o pagamento desses produtos eram feitos por meio de contas em paraísos fiscais e dólar-cabo. Os pagamentos oficiais significavam 30% do valor real da mercadoria.
O Jornal Nacional afirmou ter procurado Magáli, que não quis dar entrevista. A reportagem do telejornal não encontrou Tânia Bulhões.
- Redação Terra


Assista agora »
Assista agora »