Suzane foi presa em 2002 pelo assassinato dos pais
Foto: Denny Cesare/Futura Press
O promotor Paulo de Palma, do Ministério Público Estadual de São Paulo, afirmou nesta segunda-feira, em entrevista ao Jornal do Terra, que recomendou a manutenção do regime fechado a Suzane Von Richthofen, pois os exames realizados na jovem indicaram que ela apresenta personalidade dissimulada e manipuladora e pode, por isso, indicar risco à sociedade.
Suzane está presa desde 2002 por participar da morte dos pais, Manfred e Marísia von Richtofen. Os advogados da jovem, condenada a 39 anos de prisão em 2006, pediram na Justiça a realização de exames para que ela possa sair da cadeia durante o dia e voltar apenas à noite. O promotor, após analisar os exames, apresentou nesta segunda-feira à Justiça parecer contrário à progressão de pena para Suzane.
O promotor afirmou que não pode antecipar o conteúdo dos exames criminológicos que basearam seu parecer. No entanto, ele confirmou que a posição apresentada pelos sete técnicos que convivem dentro da prisão com Suzane era favorável à promoção dela para o semiaberto, porém, os laudos dos psicólogos indicaram que a jovem apresenta "característica de periculosidade".
Palma afirmou ainda que algumas atitudes tomadas por Suzane ajudaram a embasar o seu posicionamento. "O parecer foi baseado, sobretudo, nos motivos que levaram Suzane a praticar o crime, a forma como foi praticado o crime e o comportamento da Suzane após o mesmo crime", disse Palma, relembrando o episódio em que a jovem "foi induzida pelo advogado" a chorar em uma entrevista para o programa Fantástico.
"Diante disso, de que há características de periculosidade, nós, como representantes da sociedade, temos o dever de mantê-la no cárcere", afirmou o promotor, que disse esperar uma decisão da Justiça de Taubaté dentro de uma semana.
- Redação Terra


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