O Ministério Público Federal (MPF) investiga pelo menos 20 empresas suspeitas de fraudes em licitações na emissão de bilhetes aéreos para a Esplanada dos Ministérios. Juntas, as agências teriam recebido cerca de R$ 54 milhões neste ano, segundo informou o jornal Correio Braziliense desta segunda-feira.
As investigações tiveram início após uma denúncia apresentada pelo próprio sindicato das empresas de turismo, em 2008. Segundo o jornal, a entidade demonstrava preocupação com os descontos prometidos pelas empresas vencedoras das licitações, que seriam bem superiores aos percentuais que deveriam receber de comissões. O sindicato alegava que, se os descontos fossem reais, as empresas operariam com prejuízo.
Mesmo após o início das investigações, pelo menos 16 das empresas sob suspeita continuaram a prestar serviço para os ministérios. Segundo a Controladoria-Geral da União (CGU), vinculada ao Poder Executivo, não há como impedir a presença das investigadas nas licitações porque ainda não houve uma denúncia formal contra elas.
A empresa que mais recebeu repasses este ano foi a Eurexpress, segundo o jornal. Metade dos R$ 10,7 milhões destinados à empresa por órgãos públicos foram provenientes do Ministério da Saúde. O diretor-executivo da empresa, Ribamar Nogueira afirma que não há irregularidades nos repasses. Segundo ele, a Eurexpress venceu as licitações por oferecer bons descontos.
Entre as outras empresas investigadas, afirma o Correio Braziliense, o argumento mais comum é o de que as denúncias foram produzidas pelas concorrentes, que perderam as licitações porque não tinham capacidade de conceder descontos atrativos.
- Redação Terra


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