Na prestação de contas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) da candidatura de José Sarney (PMDB-AP) ao Senado, em 2006, três notas, somando o valor de R$ 174,6 mil, podem ser considerados questionáveis. Mesmo com a declaração, o proprietário da empresa que teria prestado o serviço negou que tenha trabalhado para a campanha de Sarney. De acordo com dados disponíveis no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o trabalho executado com o dinheiro teria sido "publicidade por carro de som". As informações são do jornal O Globo.
A empresa que teria sido contratada fica em São Luís, capital maranhense, e não no Amapá, Estado onde Sarney se reelegeu. A prestadora de serviços, que constrói trios elétricos e aluga palcos, funciona no mesmo endereço que uma distribuidora de medicamentos e de uma empresa de pesquisas eleitorais. O proprietário da empresa, Carlos Cavalcanti, negou em entrevista ao jornal nesta quinta que tenha trabalhado para a campanha de Sarney ao Senado. Ele alega que trabalhou para a campanha da filha do senador, Roseana Sarney, que disputou e perdeu o cargo ao governo do Maranhão, em 2006.
Ainda de acordo com o jornal, na prestação de contas de Roseana, aparecem cinco notas da empresa, com serviços de publicidade feita por carros de som, somando R$ 520 mil. Segundo o TSE, a campanha de Roseana custou R$ 6,9 milhões.
Ainda segundo o jornal, depois de insistir, o proprietário da empresa teria voltado atrás e dito que deveria ter enviado "dois carros para a campanha Sarney". A campanha de Sarney custou, segundo declarou ao TSE, R$ 1,6 milhão.
- Redação Terra


Assista agora »
Assista agora »