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 Senado procura "fantasmas" contratados em atos secretos
20 de julho de 2009 18h13

Keila Santana

Direto de Brasília


A comissão do Senado que estuda como anular os 663 atos secretos identificou 218 funcionários que foram contratados irregularmente e devem ser demitidos. Entre eles, pode haver casos de funcionários fantasmas: nomeações políticas de apadrinhados que só recebiam dinheiro do Senado sem trabalhar.

A verificação vai ser feita de gabinete em gabinete para saber quem realmente trabalhou e quem não aparecia no local em que estava lotado. A diretoria-geral do Senado propõe que os 218 funcionários nomeados por atos secretos tenham tratamento diferenciado, só obrigando a devolução dos salários para os chamados "fantasmas".

A comissão que analisa os atos secretos, no entanto, sustenta que todos os 218 devem ser exonerados imediatamente, cumprindo determinação do presidente José Sarney (PMDB-AP) desde a publicação, na última quinta-feira, do ato que anulou todas as decisões sigilosas da Casa. O grupo é formado por funcionários do Senado, dirigido pelo consultor legislativo Bruno Dantas.

Para a diretoria-geral, não vai haver demissões enquanto o relatório final da comissão não for concluído. A expectativa é que o documento seja entregue nos próximos 20 dias. E nem todos os 218 vão ser de fato demitidos. Funcionários comissionados que ocupam cargo de confiança dos senadores devem ser exonerados em um dia e recontratados por ato regular no outro.

Especial para Terra