A juíza da 3ª Vara Federal de Santa Maria (RS), Simone Barbisan Fortes, determinou na quarta-feira a expedição de um ofício no qual comunicou a inviabilidade de atendimento do pedido de bloqueio e indisponibilidade de bens da governadora Yeda Crusius, de seu marido, Carlos Crusius, e do ex-secretário-geral de governo Delson Martini.
O requerimento do bloqueio foi formulado pelo Psol, pela deputada Luciana Genro e pelo vereador Pedro Ruas. Segundo a magistrada, o pedido não foi atendido "pelos seguintes fundamentos: as pessoas referidas não figuram como rés na ação penal; não há investigação criminal pendente sobre elas, vinculadas à 3ª Vara Federal de Santa Maria; não figuram como requerentes o MPF ou a autoridade policial; e entre as pessoas referidas, consta a governadora do Estado do Rio Grande do Sul, que somente poderia estar sujeita à jurisdição do Superior Tribunal de Justiça".
O governo de Yeda tem sido alvo de acusações desde a Operação Rodin, da Polícia Federal, que investigou um suposto esquema envolvendo fraudes em contratos de prestação de serviços da Fundação de Apoio à Tecnologia e Ciência (Fatec) e Fundação para o Desenvolvimento e Aperfeiçoamento da Educação e da Cultura (Fundae) para o Detran, e que causou o desvio de aproximadamente R$ 44 milhões dos cofres públicos, segundo estima o Ministério Público.
A situação ficou mais complicada depois que a revista Veja divulgou gravações mostrando conversas entre Marcelo Cavalcante, ex-assessor da governadora, e o empresário Lair Ferst, um dos coordenadores da campanha de Yeda e réu na Operação Rodin. O áudio indicaria o uso de caixa dois na campanha de Yeda para o governo do Estado.
- Redação Terra


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