Yeda mostra cartaz a manifestantes em frente à sua casa em Porto Alegre (RS)
Foto: Roberto Vinícius/Ag. Free Lancer/Agência Estado
A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), manifestou-se, na tarde desta quinta-feira sobre a manifestação de cerca de mil pessoas em frente à sua casa ocorrida pela manhã. De acordo com Yeda, o ato foi uma demonstração "covarde em nome de falsas demandas corporativas".
Durante o protesto, professores da rede pública pediam o impeachment da governadora. De acordo com a Polícia Militar, seis pessoas foram detidas durante a manifestação, que foi organizada pelo Centro dos Professores do Estado (CPERS/Sindicato). Entre os detidos, está a presidente da entidade, Rejane de Oliveira.
Em entrevista coletiva, Yeda disse estar tranquila, que batalhou e teve o voto popular para governar o Estado. "Meus netos foram proibidos de ir à escola, ter aula e fazer suas últimas provas. Eles se depararam com um ato selvagem e criminoso", afirmou.
A governadora ressaltou ainda que sua gestão trouxe benefícios aos gaúchos e que o Estado está entregando os frutos do ajuste das contas públicas.
Denúncias
O governo de Yeda tem sido alvo de acusações desde a Operação Rodin, da Polícia Federal, que investigou um suposto esquema envolvendo fraudes em contratos de prestação de serviços da Fundação de Apoio à Tecnologia e Ciência (Fatec) e Fundação para o Desenvolvimento e Aperfeiçoamento da Educação e da Cultura (Fundae) para o Detran, e que causou o desvio de aproximadamente R$ 44 milhões dos cofres públicos, segundo estima o Ministério Público.
A situação ficou mais complicada depois que a revista Veja divulgou gravações mostrando conversas entre Marcelo Cavalcante, ex-assessor da governadora, e o empresário Lair Ferst, um dos coordenadores da campanha de Yeda e réu na Operação Rodin. O áudio indicaria o uso de caixa dois na campanha de Yeda para o governo do Estado.
- Redação Terra








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