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 Sarney usa "cordão de isolamento" para evitar imprensa
02 de julho de 2009 11h00 atualizado às 11h14

Danilo Gentille foi empurrado por um segurança de Sarney na quarta-feira. Foto: Dida Sampaio/Agência Estado

Danilo Gentille foi empurrado por um segurança de Sarney na quarta-feira
Foto: Dida Sampaio/Agência Estado

Marina Mello

Direto de Brasília


Na tentativa de evitar a imprensa como tem feito desde o início da crise, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), pediu a seus seguranças nesta quinta-feira para colocarem uma espécie de cerca ou "cordão de isolamento" para manter distância de jornalistas, cinegrafistas e fotógrafos.

Sarney está evitando a imprensa devido à crise no Senado e ao seu envolvimento em denúncias de irregularidades, que levaram diversos partidos a pedir o seu afastamento da presidência da Casa.

Ao chegar no Senado, o presidente passou pela imprensa sorridente, acenando para jornalistas e disse apenas "bom dia" a todos.

Questionada sobre a medida, a assessoria de Sarney se justificou dizendo que ontem o presidente quase foi empurrado pela imprensa e que,como ele não queria dar entrevistas, nada mais justo do que cercar o local de sua passagem, preservando-o do assédio.

Na quarta-feira, diante das especulações de que Sarney iria renunciar ao cargo, um grande grupo de profissionais da imprensa cercou o presidente no momento de sua chegada.

Houve empurra-empurra e um jornalista do programa humorístico CQC chegou a ser empurrado ao chão.

Nesta quinta-feira, o presidente chegou ao Congresso para cumprir sua agenda de hoje e se encontrar ainda na parte da manhã com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.

Acuado com a pressão política para que se afaste do cargo, Sarney deve se encontrar ainda nesta quinta-feira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tratar do assunto.

Depois de partidos como Psol, PSDB, PDT e DEM terem defendido que o presidente se afastasse do cargo, ontem o PT também fez a mesma sugestão.

Mas diante da negativa de Sarney, o partido acabou recuando e mantendo apoio ao presidente por causa da necessidade do apoio do PMDB para o governo Lula e mais ainda para as eleições de 2010.

Por causa disso, Sarney que ontem parecia apreensivo, hoje estava sorridente demonstrando tranqüilidade.

Redação Terra