Sarney suspendeu a sessão por causa da morte do médico e deputado licenciado José Aristodemo Pinotti
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
Marina Mello
Direto de Brasília
Depois de suspender a sessão do Plenário do Senado por causa da morte do médico e deputado licenciado José Aristodemo Pinotti, o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), driblou a imprensa e deixou o Congresso as pressas.
Cercado por jornalistas, o presidente - alvo principal da crise enfrentada pelo Senado - disse apenas que a imprensa não podia obrigá-lo a falar. "Não vou falar. Vocês estão me impedindo de andar", disse ao se confrontar com diversos profissionais da imprensa.
Acuado pela crise e pelas denúncias que recaem sobre ele e sua família, o presidente só foi ao Senado hoje para abrir a sessão plenária e suspendê-la pouco tempo depois para ir embora sem nem se dirigir a seu gabinete.
Na parte da manhã, Sarney recebeu em sua casa a visita de amigos e aliados políticos, além de membros da bancada do PT, que sugeriram que o presidente se afastasse do cargo por um tempo até que as investigações relativas à crise fossem concluídas. O senador, no entanto, disse aos petistas que não está disposto a sair do cargo.
- Redação Terra


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