Notícias » Brasil » Brasil

 Viana ameça levar ex-diretor-geral do Senado "aos tribunais"
16 de junho de 2009 15h07 atualizado às 15h44

O senador Tião Viana (PT-AC) ameaçou, nesta terça-feira, "levar aos tribunais" o ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia. O parlamentar, que ocupou interinamente a presidência da Casa a partir da renúncia de Renan Calheiros (PMDB-AL), em dezembro de 2007, ficou indignado com insinuações do ex-diretor de que os ex-presidentes da Casa tinham conhecimento dos atos administrativos praticados por ele.

O petista tratou do assunto logo no início da sessão desta tarde em discurso da tribuna. "Deixei claro que Agaciel Maia fez ilações que poderiam envolver todos os presidentes. Como ocupei interinamente o cargo, disse que não colocasse suspeita sobre meu nome, caso contrário serei obrigado a levá-lo aos tribunais", afirmou.

O Senado tornou permanentes, por meio de atos secretos, adicionais salariais para um grupo seleto de servidores e reajustou o valor do auxílio-alimentação de forma retroativa. Integrantes da comissão que investiga a edição dos atos secretos acreditam que outras medidas foram tomadas de forma sigilosa na Casa, em um número que pode ultrapassar 500 atos secretos.

A comissão pretende entregar nesta semana a conclusão dos trabalhos ao senador Heráclito Fortes (DEM-PI), primeiro-secretário do Senado. Os técnicos realizam um levantamento dos atos publicados secretamente nos Boletins Administrativos de Pessoal nos últimos 14 anos - referente ao tempo em que Agaciel Maia esteve à frente da diretoria-geral da Casa. O ex-diretor-geral disse que pode ter havido falha na publicação de decisões da mesa da Casa, mas negou que os atos fossem secretos.

Tião Viana, que neste ano disputou a presidência do Senado com José Sarney, lembrou que, logo após a derrota, propôs ao peemedebista que realizasse uma administração capaz de unir a Casa.

O parlamentar acrescentou que, mesmo se a presidência do Senado estivesse vaga, não ocuparia o cargo. Segundo ele, não há condições agora de costurar uma maioria capaz de estar sintonizada com a sociedade nem uma agenda que promova as transformações que o País necessita.

Na opinião do senador, a postura de alguns senadores, como Cristovam Buarque (PDT-DF), Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e Pedro Simon (PMDB-RS), entre outros, não é contra o presidente do Senado, mas em favor do Legislativo. Ele acrescentou, no entanto, que indiretamente a ação atinge Sarney.

Agência Brasil