Os frigoríficos JBS e Margen estão entre as empresas que teriam sido favorecidas por funcionários públicos em um esquema investigado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal em Rondônia, segundo informou a assessoria de imprensa do MPF nesta terça-feira.
A operação, batizada de Abate, foi realizada nesta terça-feira para apurar a prática de crimes em que, de acordo com comunicado da Polícia Federal em Rondônia, "um importante grupo econômico com sede em Mato Grosso seria responsável pelo pagamento de propinas a servidores públicos".
Em troca, os funcionários públicos favoreceriam várias empresas, mas detalhes de como isso era feito ainda não foram divulgados. JBS e Margen não estavam disponíveis para comentar. Outras empresas, como laticínios e curtumes, também seriam investigadas.
Segundo a assessoria do MPF, entre os crimes investigados estão formação de quadrilha, corrupção passiva e ativa e subtração ou inutilização de documentos públicos.
A Operação Abate cumpriu 15 mandados de prisão preventiva, sete de prisão temporária e 43 de busca e apreensão na sede da Superintendência Federal da Agricultura em Rondônia, na residência de vários investigados e na sede de diversas empresas envolvidas no esquema. As ações ocorreram em oito Estados e envolvem 250 policiais.

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