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 Líder do PT no Senado defende anulação de atos secretos
16 de junho de 2009 12h34 atualizado às 12h36

Marina Mello

Direto de Brasília


O líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP), criticou nesta terça-feira a existência de atos secretos para a contratação de parentes e defendeu a anulação das medidas feitas desta forma. "Já me manifestei sobre isso pedindo a anulação de todos os atos vinculados a esse boletim suplementar que não teve a devida publicidade", disse.

Mercadante criticou o fato de o Senado ter publicado atos de forma secreta. "É um princípio fundamental da administração pública a publicidade, a transparência dos atos administrativos", disse.

Entre os atos secretos que vieram à tona estão os que nomearam duas sobrinhas do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), empregadas em gabinetes de senadores, de Roseana Sarney (PMDB-MA) e de Delcídio Amaral (PT-MS), além da contratação de João Fernando Sarney, neto do presidente da Casa, como secretário parlamentar, com um salário mensal de R$ 7,6 mil.

CPI da Petrobras
O líder ainda criticou a medida anunciada ontem pelo PSDB de tentar substituir membros da base na CPI da Petrobras, caso o governo insista em obstruir os trabalhos da comissão.

Segundo ele, o regimento interno não prevê esse tipo de coisa porque a obstrução é um direito do parlamentar. Desta forma, Mercadante garantiu que a base vai continuar obstruindo os trabalhos da CPI, até que o PSDB desista de ocupar a relatoria da CPI das ONGs.

"Imagina se de fato essa questão de ordem tiver procedência e o presidente da Casa puder trocar senadores numa comissão porque estão obstruindo, não vai sobrar um senador de oposição nessa Casa, porque eles não fazem outra coisa a não ser obstruir", afirmou.

Redação Terra