O vigia José Cândido da Silva afirma que os criminosos chegaram a agredi-lo com um tapa
Foto: Hermano Freitas/Terra
Hermano Freitas
Direto de São Paulo
Funcionários da casa que foi assaltada neste domingo no bairro Jardim Paulista, zona oeste de São Paulo, relataram ter sido amarrados e mantidos isolados em cômodos da residência durante a ação dos assaltantes. Segundo a copeira Maria Aparecida Nicoleti, 48 anos, e o vigia José Cândido da Silva, 51 anos, a quadrilha perguntava a todo momento sobre dinheiro e jóias e não fez menção aos quadros.
A casa, que fica na rua Estados Unidos, foi assaltada por volta das 9h. A Polícia Militar (PM) informou que um grupo de homens fortemente armados levou três quadros de artistas brasileiros consagrados.
Entre as telas roubadas estão os quadros "O Cangaceiro" e "Retrato de Maria", de Candido Portinari, uma pintura de Tarsila do Amaral ("Figura em Azul") e outro ainda não identificado. As obras não possuíam seguro. Além dos quadros, os assaltantes levaram jóias e dinheiro.
Os depoimentos dos reféns divergem sobre o número de criminosos, mas a quadrilha tinha pelo menos dez homens fortemente armados.
José Cândido da Silva afirma que os criminosos chegaram a agredi-lo com um tapa enquanto perguntavam se o vigia trabalhava com arma. O funcionário da casa relata ter vivido momentos de pânico. "Me senti morto, com seis armas na cabeça e gente perguntsndo de coisas que eu não sabia", disse Silva, que teve seu celular roubado.
A copeira diz que os assaltantes aparentaram ter ficados decepcionados com o que encontraram. "Perguntavam pela chave do cofre da dona Ilde (dona da casa)", disse. Ela afirmou que os criminosos a trancaram em um banheiro e, no final do assalto, reuniram todos os reféns em um cômodo da casa.
- Redação Terra







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