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 Relatório aponta fraude de R$ 1,3 mi na Cidade da Música
06 de maio de 2009 11h16 atualizado às 11h24

Um relatório preliminar da auditoria da Cidade da Música, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, revelou que seriam necessários R$ 150 milhões para concluir a obra. No documento, resultado de quatro meses de investigação e assinado por quatro órgãos da prefeitura, há indício de que a compra de materiais foi feita de forma fraudulenta e que houve aquisição de equipamentos com valor sete vezes maior que de mercado. O superfaturamento chegaria a R$ 1,33 milhão.

A Cidade da Música começou a ser construída em 2003. Várias inaugurações previstas foram adiadas, e a obra já custou R$ 409 milhões aos cofres públicos. Os auditores criticam ainda a falta de licitação.

No relatório, é citado que microfones foram adquiridos por R$ 15,5 mil cada, quando o valor médio seria R$ 2,2 mil. No caso de amplificadores, foram pagos R$ 33,2 mil, mas o preço de mercado é de R$ 5,5 mil.

O prefeito Eduardo Paes (PMDB) publica nesta quarta-feira decreto ampliando por mais quatro meses o tempo de investigação da obra. A resolução foi um pedidos dos auditores, que acreditam que seria necessário pelo menos mais um ano para que a Cidade da Música fosse finalmente concluída.

Secretário Municipal de Obras da gestão Cesar Maia, o vereador Eider Dantas (DEM), disse que não teve acesso ao documento e que não era responsável pelo controle das compras de materiais.

Além disso, o parlamentar afirmou que com os R$ 86 milhões que teriam sido deixados em caixa terminaria a obra da Cidade da Música num período de quatro meses. "Faço esse desafio. Se o prefeito quiser, ele pode me nomear durante quatro meses, que entrego tudo pronto", afirmou Dantas.

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