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 Proibida pela Justiça, Marcha da Maconha reúne 50 em SP
03 de maio de 2009 15h16 atualizado em 04 de maio de 2009 às 16h28

Policial conversa com jovem sobre a proibição da Marcha da Maconha. Foto: Vagner Magalhães/Terra

Policial conversa com jovem sobre a proibição da Marcha da Maconha
Foto: Vagner Magalhães/Terra

Vagner Magalhães

Direto de São Paulo


Cerca de 50 simpatizantes do Coletivo da Marcha da Maconha de São Paulo se reuniram na tarde deste domingo próximo à marquise do parque do Ibirapuera para informar aos adeptos da causa que a manifestação estava proibida pela Justiça do Estado.

Duas equipes da Guarda Civil Metropolitana e da Polícia Militar acompanharam o grupo à distância. Marco Magri, 23 anos, membro do coletivo, foi informado pela PM de que não poderiam ser levantadas faixas que contivessem a palavra maconha.

Também foi proibida a manifestação com o uso de megafone. "Nós já sabíamos da proibição e vamos recorrer à Justiça. Nossa intenção é fazer um novo ato no próximo dia 30, mas, para isso, vamos depender da Justiça", afirmou.

Simpatizantes da causa levaram alguns cartazes que ficaram expostos sobre o gramado do parque, com as palavras "democracia" e "liberdade". Outro cartaz trazia a expressão "Marcha da 'censurada'".

A subprefeita da Lapa e ex-vereadora Soninha Francine (PS) compareceu ao Ibirapuera e afirmou que a explicação para a proibição só pode ser o tabu da sociedade em relação ao tema. "O aborto já se discute em marcha pública. Tivemos um plebiscito em relação ao comércio de armas. A pena de morte, que é cláusula pétrea da Constituição, é discutida abertamente, assim como a união civil de homossexuais", disse. "O que queremos é a revisão do código penal e dizem que isso é uma ameaça á ordem pública."

Ela disse que compareceu ao evento para "dar uma força" aos organizadores, mesmo sabendo que a passeata estava proibida. "Apoio convictamente a descriminalização do uso da maconha. O que eu acho intrigante é que a proibição a uma causa como essa cause pouco espanto à sociedade."

Não houve qualquer tipo de tumulto ou confronto com a PM.

Redação Terra
  1. Policial mostra a participante da Marcha da Maconha, em São Paulo, ofício da Justiça paulista que impede a manifestação. Mesmo proibida, a marcha reuniu, de forma pacífica, 50 pessoas no Parque do Ibirapuera

    Foto: Vagner Magalhães/Terra

  2. Policial conversa com manifestantes enquanto um dos cartazes aparece na grama do parque. Segundo a determinação da Justiça, foi proibido levantar faixas e cartazes

    Foto: Vagner Magalhães/Terra

  3. Cartaz pedindo democracia é colocado no chão enquanto policiais e manifestantes conversam. Não houve confronto

    Foto: Vagner Magalhães/Terra

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