O Psol divulgou nota na qual afirma que a divulgação da obtenção por parte do delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz de cotas de passagens aéreas do gabinete da deputada federal Luciana Genro (Psol-RS) são "acusações ridículas e estapafúrdias".
Em novembro do ano passado, Protógenes ganhou as passagens para participar de um debate na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e de um ato contra a corrupção na capital gaúcha com a presença da vereadora e ex-candidata à Presidência da República Heloísa Helena (Psol-AL).
A PF explicou que o delegado foi autorizado a participar dos eventos e que a forma de locomoção de Protógenes não é da alçada da polícia e não está relacionada a ela. A utilização das passagens é permitida no Congresso e configura "atividade político-partidária".
"Tentam vender a idéia de que tal pagamento fosse igual a algumas das falcatruas efetuadas por parlamentares corruptos. Trata-se da típica tentativa de colocar todos na vala comum para que tudo continue como está", afirma o presidente do Psol, Roberto Robaina (RS), na nota. "E, ao mesmo tempo, abafar os grandes assaltos levados adiante pelas grandes empresas."
A legenda usa como exemplo de pessoas que combatem a corrupção o juiz Fausto De Sactis, o procurador Rodrigo de Grandis e Prótogenes Queiroz. "Foi o trabalho deles que revelou e desmascarou a quadrilha criminosa chefiada pelo megaempresário Daniel Dantas, um dos banqueiros mais influentes do País, cujas relações, influência e amizade se estendem ao juízes do Supremo Tribunal Federal, ao Congresso Nacional e aos partidos do governo e da oposição de direita, notadamente, PSDB, DEM e PT."
"No Brasil da corrupção, os donos do poder controlam também a maior parte da mídia e a utiliza para defender seus interesses", ressalta o texto da legenda, alegando que o Psol foi atacado.
"A viagem de Protógenes foi autorizada pela Polícia Federal. Não apenas foi dentro da lei e do estrito exercício do mandato parlamentar de Luciana Genro, como foi uma viagem fundamental para nossa luta contra a corrupção", explicou Robaina. "Não vamos parar essa luta."
- Redação Terra


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