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 Prisão é excêntrica e injusta, diz advogada de dona da Daslu
26 de março de 2009 10h47 atualizado às 18h47

Eliana Tranchesi foi condenada pelos crimes formação de quadrilha, contrabando e falsificação de documentos. Foto: Raphael Falavigna/Terra

Eliana Tranchesi foi condenada pelos crimes formação de quadrilha, contrabando e falsificação de documentos
Foto: Raphael Falavigna/Terra

A advogada da empresária Eliana Tranchesi, dona da loja Daslu, informou, por meio de nota, que deve entrar ainda nesta quinta-feira com um pedido de habeas-corpus na Justiça Federal, para tentar reverter a prisão de sua cliente. A criminalista Joyce Roysen considerou "excêntrica" e "injusta" a ordem de prisão, resultado, segundo ela, de um "julgamento errôneo". Eliana Tranchesi foi presa pela Polícia Federal (PF) nesta manhã, em cumprimento ao mandado expedido pela juíza Maria Isabel do Prado, da 2ª Vara Federal de Guarulhos.

A prisão foi determinada pela juíza após a condenação da empresária pelos crimes de formação de quadrilha, contrabando e falsificação de documentos, descobertos na Operação Narciso, deflagrada em 2005. Na época, Eliana foi detida pela PF. Segundo a polícia, os produtos comercializados na Daslu eram comprados de empresas importadoras que subfaturavam o preço das mercadorias com o objetivo de reduzir a incidência do Imposto de Importação. O Ministério Público Federal calculou em US$ 10 milhões o valor que teria sido sonegado.

A advogada da empresária informou ainda que não teve acesso ao pedido de prisão. Segundo ela, a condenação de Eliana Tranchesi no processo é "absolutamente injusta e desprovida de racionalidade".

"Lamentamos que as pressões exercidas pela acusação desde o início do processo tenham obtido êxito em induzir um julgamento errôneo", informou na nota. "Vamos entrar com pedido de habeas-corpus e estamos certos de que Eliana Tranchesi terá sua liberdade imediatamente devolvida pelo Poder Judiciário." "Ha um fato que torna a prisão ainda mais cruel: como é sabido, Eliana está novamente enfrentando um momento difícil na sua luta contra o câncer. No último sábado ela realizou mais uma sessão de quimioterapia, está fragilizada, e deverá se submeter periodicamente a novas sessões", complementou a advogada.

De acordo com o Ministério Público Federal de São Paulo, também foram condenados e presos o irmão de Eliana, Antônio Carlos Piva de Albuquerque, e o ex-diretor financeiro da Daslu Celso de Lima. A assessoria de imprensa da Justiça Federal, até as 11h, não havia divulgado o teor da decisão da juíza Maria Isabel do Prado.

A assessoria de imprensa da PF informou que outras quatro pessoas que tiveram ordens de prisão expedidas são consideradas foragidas. Pelo menos 30 policiais federais foram deslocados para tentar encontrá-las. Como não se trata de uma nova operação, não devem ser feitas buscas no prédio da Daslu, na zona sul de São Paulo.

Segundo a PF, Eliana foi levada diretamente para a Penitenciária Feminina do Carandiru, onde deve permanecer presa. O irmão dela e o ex-diretor financeiro devem ser levados para a Penitenciária de Pinheiros.

Redação Terra

Jurista fala que decisão de prender de novo Eliana Tranchesi sem julgamento final facilita soltura e desacredita Justiça

  1. Eliana Tranchesi foi condenada pelos crimes de formação de quadrilha, contrabando e falsificação de documentos

    Foto: Grizar Junior/Futura Press

  2. Crimes da dona da loja Daslu foram descobertos durante a Operação Narciso, deflagrada em 2005

    Foto: Grizar Junior/Futura Press

  3. Investigações apontaram que os produtos comercializados na Daslu eram comprados de empresas com preço subfaturado

    Foto: Alexandre Vieira/Futura Press

  4. Mulher caminha em frente ao prédio da Daslu

    Foto: Alexandre Vieira/Futura Press

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