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Professores da USP decidem pelo fim da greve

27 de julho de 2004 17h00 atualizado às 17h00

Em assembléia realizada na tarde desta terça-feira no Anfiteatro da Geografia, os professores da USP resolveram aceitar a contra-proposta de reajuste salarial de 4,18% feita pelo Conselho de Reitores das universidades estaduais paulistas. Segundo Pedro Pomar, assessor da Associação dos Docentes da USP (Adusp), os professores também votaram pelo fim da greve, que já dura dois meses e deve terminar nesta quinta.

"O indicativo para o fim da greve já foi decidido, mas ainda temos uma reunião amanhã com o Conselho de Reitores para discutirmos as reposições de aulas e as punições de greve", informou o assessor.

Além da Adusp, outras entidades da USP, Unesp e Unicamp também haviam marcado assembléias para discutirem a contra-proposta. Além da reunião geral com o conselho de reitores, às 17h, o Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) tem um encontro com o reitor Adolpho José Melfi às 9h desta quarta-feira, e deve se manifestar oficialmente sobre os rumos da greve apenas na quinta. Os sindicalistas queriam reajuste inicial de 9,41%.

Além dos 4,18% de reajuste salarial, o Conselho de Reitores também ofereceu um valor proporcional pelo excedente de arrecadação do ICMS, o que elevaria o reajuste para um total de 6%.

Entre as deliberações da Assembléia da Adusp de hoje, foi decidido continuar a campanha contra a sonegação, a evasão fiscal e o golpe sobre os recursos vinculados para educação, saúde, municípios etc, como o Decreto Lei 48.034/03 e o desconto dos recursos para habitação. Também ficou definido a negociação com a Reitoria, estudantes e funcionários um calendário unificado para graduação e pós-graduação, e garantir um acréscimo de 60 dias nos prazos dos alunos de pós-graduação.

Redação Terra