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 Caso Battisti é 'assunto encerrado' no governo, diz Planalto
28 de janeiro de 2009 15h45

Laryssa Borges

Direto de Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não pretende dar continuidade à polêmica envolvendo a concessão de refúgio político ao ex-extremista Cesare Battisti pelo ministro da Justiça, Tarso Genro. "O presidente considera que esse assunto está encerrado no âmbito do Executivo. Como porta-voz do presidente, me abstenho de comentar atos de um governo estrangeiro", limitou-se a comentar o porta-voz da Presidência, Marcelo Baumbach.

De acordo com o porta-voz, o Poder Executivo não se manifestará sobre qualquer eventual iniciativa do governo italiano, como cogitar votar pela proibição do ingresso do Brasil do G-8, cancelar um amistoso de futebol entre Brasil e Itália ou mesmo sobre a convocação do embaixador da Itália em Brasília, Michele Valensise.

Valensise foi a Roma após ter sido divulgado o parecer do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, favorável ao arquivamento do pedido de extradição contra Battisti e à colocação do italiano em liberdade. O Supremo Tribunal Federal (STF) deverá julgar o caso em plenário na próxima segunda-feira, quando tem início o Ano Judiciário 2009.

Em carta enviada ao presidente da Itália, Giorgio Napolitano, na última semana, Lula defendeu a decisão de Tarso Genro de conceder refúgio político a Cesare Battisti e disse que a postura brasileira de abrigar o ex-integrante do grupo Proletários Armados do Comunismo (PAC) está baseada em leis nacionais e até em uma resolução da Organização das Nações Unidas (ONU).

O italiano foi condenado a prisão perpétua à revelia em seu país de origem por supostamente ter coordenado o assassinato de quatro pessoas.

Redação Terra