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Satiagraha: denúncia sobre ex-funcionário é grave, diz Mendes

05 de dezembro de 2008 19h54 atualizado às 20h46

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, afirmou ser de "extrema gravidade" a informação de que um ex-funcionário do Supremo teria trocado telefonemas com Hugo Sérgio Chicaroni, ligado ao banqueiro Daniel Dantas, na véspera da Operação Satiagraha. A afirmação de Mendes foi feita em um ofício enviado à Procuradoria-Geral da República.

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Segundo a sentença do juiz Fausto de Sanctis, responsável pela condenação de Dantas a dez anos de prisão, Chicaroni teria mantido, entre 4 de junho e 7 julho, véspera da Operação Satiagraha, nove contatos telefônicos com o oficial do Exército Sérgio de Souza Cirillo, especialista na área de inteligência e contra-inteligência, que chegou a exercer o cargo de assessor e substituto do Secretário de Segurança do STF.

No ofício em que o presidente do Supremo pede providências à PGR, Gilmar Mendes afirma que "a urgente apuração ora requerida é imprescindível para que sejam elucidados, de forma peremptória, fatos de extrema gravidade a demandarem a pertinente responsabilização legal".

Segundo a mesma passagem da sentença, Chicaroni e Cirillo provavelmente se conheciam do Instituto Sagres - Política e Gestão Estratégica Aplicadas. Chicaroni se apresentava como integrante do instituto, e Cirillo também seria vinculado ao órgão.

O Terra Magazine trouxe com exclusividade as prisões da Operação Satiagraha no dia 8 de julho (leia mais). A operação, comandada pelo delegado Protógenes Queiroz, reuniu quase 300 agentes da Polícia Federal e prendeu, além de Dantas, o empresário Naji Nahas e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta.

Durante a Satiagraha, Dantas chegou a ter sua prisão decretada por duas vezes e foi levado à carceragem da PF. Dois habeas-corpus concedidos pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, durante o recesso do Poder Judiciário, no entanto, o colocaram em liberdade.

No dia 6 de novembro, o Supremo julgou o mérito da decisão que revogou a prisão preventiva do banqueiro e decidiu, por 9 votos a um, mantê-lo em liberdade. O Terra Magazine novamente antecipou o resultado, garantindo, antes do início do julgamento, que Dantas ficaria livre (leia mais).

A própria decisão do juiz Fausto de Sanctis foi anunciada no dia 19 de novembro por Terra Magazine (leia mais). A dúvida na data era a extensão da condenação.

Redação Terra