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Lula decreta luto por morte de Brizola

21 de junho de 2004 22h53 atualizado às 22h53

ACM: Homens como o Brizola não se fazem mais. Foto: Agência Senado/Divulgação

ACM: "Homens como o Brizola não se fazem mais"
Foto: Agência Senado/Divulgação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decretou luto oficial por três dias pela morte de Leonel Brizola. "O Brasil perdeu uma importante referência que marcou a história de meio século", disse, em São Paulo. "Todo mundo sabe que, ainda nos momentos de divergência, sempre nutri um profundo respeito e admiração pela história política de Brizola".

"Foi uma pessoa que me distinguiu com muita afeições, muito aconselhamento", disse o ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes, que disputou a eleição presidencial de 2002 com o apoio do PDT e de Brizola. "Esse homem tinha a vida atada à política. Acabamos de perder um vulto histórico brasileiro".

O presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), anunciou que amanhã à tarde não haverá nenhuma votação, "só uma homenagem ao grande brasileiro que foi o governador Leonel Brizola". "É uma personalidade política forte no Brasil contemporâneo", afirmou.

O líder do Governo na Câmara, Professor Luizinho, disse que Brizola foi "uma pessoa que marcou época". "Não haverá historiador responsável que no futuro não dará um lugar na história a Leonel Brizola", afirmou. Já o ministro das Comunicações, Eunício Oliveira, lembrou da trajetória de Brizola, ligada ao nacionalismo.

O senador Jorge Bornhausen (SC), presidente nacional do PFL, elogiou Brizola apesar de muitas vezes discordar das posições do líder do PDT. "Em grande parte de minha vida pública estivemos em campos diferentes. Nos últimos anos nos aproximamos e tornamos amigos pessoais."

Antonio Carlos Magalhães, senador (PFL-BA) foi enfático. "Homens como o Brizola não se fazem mais", observou. Já o presidente nacional do PSDB e ex-ministro da Saúde, José Serra, defendeu a coerência de Brizola. "O Brizola foi um político e um brasileiro que sempre lutou por suas crenças com a máxima dedicação e coerência", ressaltou.

Pedro Simon, senador (PMDB), lembrou o passado de Brizola. "Na Legalidade, soube compreender a Constituição. Não soube, porém capitalizar (essa luta) nas suas campanhas à Presidência. Ele, que defendeu um Estado, não soube tirar proveito disto, tal sua honestidade", salientou.

Os ministros gaúchos do governo Luiz Inácio Lula da Silva: Olívio Dutra e Tarso Genro mostraram admiração pelo adversário político. "Sempre o respeitei pela sua história política. Lamento profundamente porque ele viveu intensamente o seu tempo como político e como cidadão, declarou o ministro das Cidades

Tarso Genro, ministro da Educação e ex-prefeito de Porto Alegre, também elogiou a trajetória do líder do PDT. "Todos os políticos gaúchos são profundamente orgulhosos com a trajetória que Leonel Brizola representou", ressalvou.

A repercussão morte de Leonel Brizola atingiu também a classe artística. Caetano Veloso lembrou da eleição de 1989. "Na eleição de 1989, votei Brizola no primeiro turno. Era um político que conseguia conciliar ideologia de esquerda com capacidade de governar", observou.

Redação Terra