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 Educação: 6 mil já tiraram licença médica no Rio
24 de agosto de 2008 01h27

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A perda diária de professores é só um dos problemas que a Secretaria Estadual de Educação precisa enfrentar. O alto número de licenças médicas também preocupa: 6 mil no primeiro semestre. O Estado encontra dificuldade para contratar profissionais. Em julho, existia uma carência de 79 professores de química, 69 de física e 167 de matemática. De acordo com a secretaria, as convocações para cobrir a carência já foram feitas e estão em fase de análise da documentação.

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A saída muitas vezes é motivada pelo desejo de seguir carreira na União. Foi o caso do professor de ciências Vanderli Vilanova Bittencourt Júnior, 25 anos. Uma vez por semana, ele saía de Campos, no Norte Fluminense, onde mora com a família, para dar aulas em Queimados, na Baixada. "Eu gostava de lecionar, mas o desgaste nas viagens era muito grande e ainda tinha que preparar as aulas. Não estava valendo mais a pena", conta.

Sem perspectivas de progredir na carreira, ele pediu exoneração do Ciep 355 Roquete Pinto, em Queimados. Prestou concurso e hoje é funcionário público federal ganhando duas vezes mais. "A escola era bem equipada, tinha salas de informática, mas o salário era muito baixo. Muitos continuam por amor à profissão ou em final de carreira. Quem é novo fica até conseguir algo melhor", avalia Vanderli.

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