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Caso Pedrinho: após condicional, Vilma sai sorrindo

18 de agosto de 2008 20h28 atualizado às 21h41

A ex-empresária Vilma Martins da Costa está em liberdade condicional. Ela saiu sorrindo por volta das 17h do Fórum de Goiânia, após audiência com o juiz Éder Jorge, da Vara de Execuções Penais (VEP). Vilma foi condenada em 2003 pelos seqüestros de Pedro Rosalino Braule Pinto, o Pedrinho, e de Aparecida Ribeiro da Silva, a Roberta Jamilly, quando estes eram bebês, respectivamente em 1986 e 1979. Ela estava em uma cadeira de rodas, maquiada e de óculos.

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Vilma Martins terá de se apresentar de dois em dois meses ao juiz responsável pela VEP até 2019, quando se extingue a pena de 15 anos e 9 meses, a qual foi condenada. A ex-empresária cumpria pena em regime semi-aberto desde 2006. Agora, entretanto, ela não precisará mais dormir na Casa do Albergado. Mesmo assim, deve estar em casa entre 21h e 6h.

Além dos seqüestros, Vilma foi condenada por falsidade ideológica, parto suposto e estelionato. Na última sexta-feira, 15 de agosto, ela cumpriu um terço da pena. Para conseguir a liberdade condicional, ela se comprometeu a cumprir as condições estabelecidas pelo juiz para ter direito ao benefício.

Entenda o caso Pedrinho
O caso Pedrinho ficou nacionalmente conhecido em 1986, ano de nascimento do garoto, quando os pais biológicos, Jayro e Maria Auxiliadora Tapajós, promoviam buscas ao filho seqüestrado.

Dezesseis anos depois, Gabriela Azeredo Borges, 19 anos, neta do pai adotivo de Pedrinho, associou a imagem do garoto, ainda recém-nascido, no site do SOS Criança. No dia 21 de outubro de 2002, Gabriela reconheceu semelhanças com a foto de Jayro Tapajós, também veiculada pelo site, com Pedrinho.

Gabriela ligou então para o SOS Criança e, orientada pela equipe da instituição, recolheu um fio de cabelo de Pedrinho para realização do exame de DNA. O teste comprovou que o garoto na verdade era filho de Jayro e Maria.

Além do exame de DNA, que comprovou a verdadeira paternidade do garoto, Maria Auxiliadora também reconheceu Vilma Costa como sendo a mulher que havia seqüestrado Pedrinho. No entanto, Vilma não pôde ser processada pelo seqüestro porque o crime prescreveu em 1994. O Ministério Público pediu então a reabertura do inquérito.

Pedrinho conheceu os pais biológicos em 23 de novembro de 2002.

O caso Roberta Jamilly
As suspeitas sobre a possibilidade de Aparecida Fernandes Ribeiro da Silva também ter sido seqüestrada por Vilma e batizada como Roberta Jamilly, quando criança, cresceram com a elucidação do caso Pedrinho.

Uma outra investigação foi aberta sobre o caso e um exame de DNA realizado com a saliva de Roberta Jamilly, a partir de uma ponta de cigarro deixada em uma delegacia, em um dia de depoimento, comprovou que a jovem não é filha de Vilma Costa, mas de Francisca Maria da Silva.

Redação Terra