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Guerra de traficantes causa noite de pânico no RJ

28 de abril de 2004 03h28 atualizado às 03h28

A guerra entre traficantes voltou a levar pânico aos moradores do Rio de Janeiro. Um policial militar e a passageira de um ônibus acabaram feridos por balas perdidas. A polícia fechou a Avenida Brasil duas vezes por medida de segurança, no sentido Zona Oeste. Em Copacabana, dois policiais trocam tiros e colocaram a vida de pedestres em risco.

De acordo com o jornal O Globo, vários tiroteios foram registrados durante a noite e madrugada na cidade. Por volta das 21h, policiais e traficantes se enfrentaram na Favela Roquete Pinto. Devido ao confronto, a Avenida Brasil teve o trânsito interrompido por cerca de 10 minutos.

Os motoristas, assustados, voltaram na contramão para fugir do tiroteio. No confronto, o sargento Júlio César Vital, do Grupamento Tático-Móvel (Getam) da PM, ficou ferido numa das mãos. Ele foi levado para o Hospital Getúlio Vargas, na Penha.

Apenas 30 minutos depois, houve novo tiroteio na favela e novamente a Avenida Brasil foi fechada por mais dez minutos. A polícia chegou a fazer um cerco nas proximidades. Mesmo assim, ninguém foi preso.

Outro tiroteio ocorreu na Favela Parque Royal, na Ilha do Governador, por volta das 23h. De acordo com a polícia, bandidos de facções rivais iniciaram uma disputa por pontos de venda de drogas na favela. Muitos tiros podiam ser ouvidos da Ilha do Governador.

Uma bala perdida atingiu Marilene Batistas, de 30 anos. Ela foi ferida numa das pernas e levada para o Hospital Geral de Bonsucesso. Marilene passava num ônibus próximo à Favela Parque Royal quando foi atingida por um tiro.

Policiais do 17 BPM (Ilha do Governador) foram deslocados paras as proximidades da Favela Parque Royal. Segundo eles, o tiroteio entre os bandidos terminou por volta das 23h30m.

Na madrugada, foi a vez de quadrilhas de traficantes rivais na favela Parque Alegria, no Caju, trocarem tiros. Policiais do Batalhão de São Cristovão e do Batalhão de Policiamento de Vias Especiais (BPVE) foram chamados para reforçar o policiamento na Avenida Brasil. O tiroteio na favela voltou a assustar os motoristas que trafegavam pelo local.

Policiais trocam tiros em Copacabana
Dois policiais, um civil e outro militar, trocaram tiros nesta madrugada após uma discussão na esquina da Avenida Nossa Senhora de Copacabana com Rua Dijalma Urich, em Copacabana, no Rio de Janeiro. O policial militar Carlos Germano da Silva, lotado no 19ª Batalhão (Copacabana), morreu.

Testemunhas disseram que o desentendimento começou em frente ao hotel Vanity e, em meio à confusão, eles sacaram armas e deram início ao confronto. Os vários tiros disparados provocaram correria e pânico nas pessoas que passavam.

O PM Carlos Germano da Silva levou um tiro na barriga e outro no braço, e o policial civil Luis André de Oliveira, da 12º DP (Copacabana), foi atingido com dois tiros no tórax. Mesmo baleados, os dois continuaram atirando. Segundo testemunhas, Silva ficou caído na calçada, enquanto Oliveira fugiu pela Rua Djalma Urich, sendo detido em seguida.

Eles foram internados no Hospital Miguel Couto. Silva não resistiu ao ferimento e morreu. Duas lojas localizadas na via tiveram as portas perfuradas pelas balas.

Dois homens que estavam com o policial civil foram presos e levados para a delegacia. De acordo com testemunhas, a briga foi motivada por dinheiro. Um cobrava do outro uma dívida. A polícia apreendeu três pistolas. Uma delas estava dentro de um balde próximo a um quiosque de flores.

Redação Terra