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Deputado se afasta de conselho que julgará Paulinho

02 de junho de 2008 03h42

Às vésperas da instalação do processo por quebra de decoro parlamentar contra o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical (PDT-SP), o deputado Dagoberto Nogueira (PDT-MS) decidiu se afastar do Conselho de Ética da Câmara para não julgar o colega. Ele argumenta que, por "questões éticas", não pode condenar nem absolver Paulinho pelas suspeitas de participar de desvio de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

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Nogueira disse que, se votar a favor da cassação de Paulinho, vai sofrer desgastes no PDT. Ao mesmo tempo, teme que sua imagem fique arranhada junto à opinião pública se absolver o parlamentar.

"Acho que, de qualquer jeito, eu perco. Eu não vou participar dessa votação", disse.

Afirmou, no entanto, que pretende participar do processo de investigação antes de declarar-se impedido de permanecer no conselho. Se o deputado deixar o conselho, será substituído por um suplente indicado pelo bloco PDT/ PSB/PC do B/PMN.

O deputado disse estar disposto a mudar de idéia somente se surgirem "provas contundentes" contra Paulinho.

"Se tiver coisas concretas, não me afasto e voto pela cassação", prometeu.

O presidente do Conselho de Ética, Sérgio Moraes (PTB-RS), confirmou que vai instaurar, amanhã o processo contra Paulinho. Ele ainda não escolheu o relator do caso, mas não descarta designar uma comissão de três deputados.

"Se o consenso for com três, serão três relatores", explicou. "Se for com um, será um relator."

Moraes fez duros ataques ao corregedor da Câmara, Inocêncio Oliveira (PR-PE), que representou contra ele pela demora na instauração do processo.

Jornal do Brasil
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