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Observatório quer R$ 1,6 mi para sismógrafos

23 de abril de 2008 12h41 atualizado às 12h54

O chefe do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB), professor Lucas Vieira Barros, afirmou, após se reunir com técnicos do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência (GSI), que o Brasil precisa de um investimento de aproximadamente R$ 1,6 milhão para instalação de uma rede sismológica que permita registrar tremores em todo território nacional.

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"A rede sismológica contará com mais 40 aparelhos capazes de medir tremores de pequena intensidade e que serão distribuídos uniformemente pelo Brasil. Esses dados serão transmitidos em tempo real por satélite. Cada estação sismológica custa cerca de R$ 41,4 mil", explica o professor.

Pelo projeto, a UnB firmaria parcerias com a Marinha, o Exército, a Aeronáutica, outras universidades e projetos hidrelétricos para operação dos equipamentos e o governo federal faria os investimentos de compra e instalação das estações. Hoje, o Brasil conta com uma rede de aproximadamente 50 sismógrafos, mas, segundo ele, a rede está mal distribuída e detecta apenas tremores de grande intensidade. Barros acredita que até 2010 essa nova rede já esteja em funcionamento.

O professor falou ainda que o tremor de ontem foi o sexto de maior intensidade já sentido no Brasil e que não há como prever um novo terremoto na região.

Contudo, ele afirmou que nesta faixa no oceano, a 300 km da costa, há uma região sensível onde já foram registrados vários tremores de menor intensidade ao longo das últimas décadas.

Ele descartou ainda a possibilidade de tsunami em terremotos no mar como o ocorrido ontem. Segundo ele, para isso seria necessário um tremor acima de 6,5 pontos da escala Richter e as placas teriam que se mover verticalmente. Nessa região do oceano Atlântico, as placas se movem apenas horizontalmente, o que impede a formação de ondas gigantes.

Redação Terra