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Insônia afeta 40% dos brasileiros, diz OMS

14 de dezembro de 2003 21h39

A insônia é um problema que afeta 40% dos brasileiros, segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS). Um dos distúrbios mais comuns do sono, a insônia pode ser caracterizada tanto pela dificuldade de iniciar o sono como de mantê-lo ou mesmo a percepção de que o sono não foi reparador.

A maioria dos insones sente fadiga, se cansa facilmente, tem ardência nos olhos, irritabilidade, ansiedade, fobias, incapacidade de concentrar-se, dificuldades de atenção e memória, mal-estar e sonolência. Muitos, entretanto, demoram a atribuir o mal-estar à falta de sono.

Pesquisa publicada em 1994 (Stoller) revela que o impacto econômico da insônia é de US$ 100 bilhões por ano, principalmente por causa de acidentes e perda de produtividade. Outra pesquisa, de 1995 (Kupperman), revela que o índice de faltas ao trabalho das pessoas que sofrem de insônia é maior, 41,4% contra 29% em comparação aos não insones.

O primeiro tratamento indicado para quem sofre de insônia é a chamada "higiene do sono": parar de fumar, de beber em excesso e de fazer exercícios em horas inadequadas, como antes de deitar. O médico Carlos Viegas, do Laboratório do Sono da Universidade de Brasília (UnB), orienta que seus pacientes deitem apenas quando sentirem sono e que retirem do quarto o excesso de estímulos visuais, principalmente a televisão. "O ideal seria que o quarto tivesse somente a cama", afirma.

Nos casos relacionados com ansiedade e depressão, a maioria dos médicos indica medicamentos que diminuam a ansiedade e alguns antidepressivos. Há pouco mais de um mês, um laboratório francês divulgou os resultados clínicos de um novo medicamento indutor do sono, o Zolpidem. De acordo com informações do próprio laboratório, foram feitos oito ensaios clínicos com a nova droga em mais de seis mil pacientes em todo o mundo.

A diferença entre o novo medicamento e as drogas disponíveis no mercado é que ele pode ser prescrito apenas quando necessário, de forma não-contínua, o que é ideal para quem não sofre de insônia todas as noites. A dependência química de quem tem insônia preocupa os médicos. Muitos afirmam que, após sete anos de uso contínuo de medicamentos para dormir, a estrutura do sono sofre mudanças irreversíveis.

Agência Brasil