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PCC: presos transferidos em SP seriam resgatados

27 de dezembro de 2007 07h50 atualizado às 10h26

Os dois presos supostamente ligados à cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC) que foram transferidos às pressas na última sexta-feira à noite da Penitenciária de Avaré seriam resgatados por comparsas, segundo informações de agentes penitenciários. Fabiano Alves de Souza, conhecido como Paca ou Biano, e Roberto Soriano, o Betinho Tiriça estão há seis dias isolados na área de inclusão da Penitenciária de Araraquara, no interior de São Paulo.

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O remanejamento dos internos teria sido o fator determinante para a paralisação de mais de 30 presídios no Estado, na véspera de Natal. A informação de que a transferência ocorreu devido à suspeita de resgate dos presos não foi confirmada pela Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) que não comenta o caso alegando "questões de segurança".

Em Araraquara, tanto Betinho Tiriça quanto Biano estão fora do convívio com o restante da população carcerária. O motivo seria uma adaptação normal dentro do sistema. Mas um ruído na comunicação entre os integrantes da facção pode ter facilitado um erro de hipóteses sobre a transferência dos presos. Ela ocorreu na sexta-feira à noite - e não na segunda como inicialmente foi anunciado - pegando os demais internos já dentro das celas.

Isolados, os colegas desconheciam o paradeiro dos membros da cúpula e a procura pelos dois correu pelo sistema carcerário no final de semana. Sem notícias e com o boato de a dupla ter sido encaminhada a um presídio comandado pela facção rival, os presos reagiram, por celulares. Mais de 30 unidades registraram atos de protesto. Alguns presos se recusaram a voltar às celas, após o banho de sol.

Só com a confirmação da transferência da dupla para Araraquara a situação foi normalizada. Não houve fugas, nem danos ou agressões a funcionários. Agentes, inclusive, disseram que o ato mostra que o PCC ainda mantém controle das cadeias, no entanto, demorou dois dias para descobrir o paradeiro de colegas de quadrilha.

A Penitenciária de Araraquara voltou a receber chefes da facção desde a reabertura da unidade, em maio. Desde então, a direção do presídio vinha tentando manter as lideranças da facção distantes. Nesse período, alguns detentos que se intitulavam da quadrilha chegaram a ser transferidos para dar exemplo.

Redação Terra