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MG: cinco marcas de leite são aprovadas em testes

31 de outubro de 2007 23h55

A Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte divulgou, no final da tarde desta quarta-feira, o resultado das análises feitas nas cinco marcas de leite recolhidas na última segunda-feira em supermercados da região do Barreiro, na capital mineira. De acordo com os técnicos da Vigilância Sanitária, não foram encontradas alterações nos leites das marcas Milênio, lote CB A 1101; Karinho, lote 2303; Piracanjuba, lote 03/10; Fazenda Mineira, lote CBB 0223; e Cotochés, lotes W4 51 e V 20:10.

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O laboratório fez testes físico-químicos analisando o índice de acidez e a presença de água oxigenada. Todas as marcas foram aprovadas e estão indicadas para consumo, segundo a secretaria.

Os fiscais da Vigilância Sanitária também recolheram amostras de outras 40 marcas de leite em todas as regiões da cidade. A análise completa sai até a segunda quinzena de novembro.

Segundo o gerente da Vigilância Sanitária, José Carlos da Silva, a ação é uma resposta à preocupação da população. "Desde as últimas notícias de alteração do leite, a população vem ligando muito para a gente e pedindo informações e esclarecimentos. Por isso resolvermos fazer uma análise geral de todas as marcas", disse.

Apenas o tipo longa vida integral está sendo analisado. "Esse é o tipo de leite que está envolvido nas alterações descobertas pela operação da Polícia Federal, mas acredito que a ação da Vigilância possa se estender depois para todos os outros tipos", afirmou Silva.

"Se forem detectadas qualquer tipo de contaminação ou alteração nos outros produtos coletados, o lote e a marca serão recolhidos das prateleiras de Belo Horizonte e será encaminhada uma denúncia para a Vigilância Estadual e Federal", completou.

A preocupação começou depois que a Operação Ouro Branco da Polícia Federal apontou que duas cooperativas de Minas Gerais - a Casmil, da cidade de Passos; e a Coopervale, de Uberaba - são suspeitas de alterar o leite com água oxigenada, soda cáustica e outras substâncias.

O produto seria comercializado por três marcas: Parmalat, Centenário e Calu. A polícia ainda está realizando o trabalho de coleta de amostras em todo o País e, por isso, ainda não é possível quantificar o leite que teria sido alterado.

Redação Terra