inclusão de arquivo javascript

 
 

Cristo Redentor terá novos preços para visitação

30 de outubro de 2007 02h43

O serviço de vans legalizadas que levarão turistas até o Cristo Redentor começa a rodar na primeira quinzena de dezembro. Pelo preço de R$ 13 por pessoa, os visitantes que não quiserem pegar o trenzinho do Corcovado, cuja passagem custa R$ 36, poderão chegar aos pés do monumento através de vans da empresa Bel Tour, que venceu licitação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama), órgão responsável pelo Parque Nacional da Tijuca. Quem tiver um bom preparo físico poderá ainda pagar R$ 5 na guarita de acesso e subir a pé aproximadamente 2 km para chegar a uma das Sete Novas Maravilhas do mundo.

» Leia mais notícias do jornal O Dia

Desde maio, quando a Polícia Federal prendeu funcionários que liberavam o acesso de turistas e retinham o dinheiro do ingresso, o Ibama proibiu a entrada de carros particulares no Parque, mas liberou o acesso ao Cristo Redentor a pé sem cobrança de ingresso. Após a nova licitação para os acessos rodoviários ao Corcovado, os automóveis continuarão sem poder subir e devem ser estacionados nas 80 vagas rotativas que ficam nas Paineiras. Há a previsão de se construir novo estacionamento na região.

O trenzinho, no entanto, continua a ser a única opção para os turistas que chegam ao Cosme Velho através do ônibus-integração do metrô da Estação Largo do Machado. A viagem, que dura cerca de 20 minutos, custa R$ 36, mas menores de 12 anos têm 50% de desconto e pagam R$ 18. Já as crianças com até 5 anos têm acesso gratuito.

Essa não é a única licitação que envolve o transporte para o Cristo Redentor. Após dez anos de vigência, o contrato com a atual empresa responsável pela Estrada de Ferro do Corcovado termina no sábado. A ferrovia será arrendada e controlada por uma nova empresa, ainda não determinada.

Memória - fraude
Em maio, a Polícia Federal desbaratou um megaesquema de fraude na guarita na entrada da subida para o Cristo Redentor. Vinte e duas pessoas, entre seguranças, bilheteiros e empregados de agência de turismo, foram presas. O golpe consistia em adulterar para menos o registro de visitantes, desviando o dinheiro arrecadado em ingressos. A quadrilha roubou cerca de R$ 12 milhões em quase dois anos de fraude.

Escutas telefônicas autorizadas pela Justiça revelaram ainda que policiais do Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas (BPTur) recebiam propina de até R$ 200 para fazer ¿vista grossa¿ para a fraude.

O Dia
O Dia - © Copyright Editora O Dia S.A. - Para reprodução deste conteúdo, contate a Agência O Dia.