inclusão de arquivo javascript

 
 

Blecaute deixa 300 mil sem luz em Florianópolis

29 de outubro de 2003 16h37 atualizado em 30 de outubro de 2003 às 05h08

Florianópolis está sem luz desde pouco antes das 14h de hoje por causa de uma explosão de um botijão de gás de um aparelho de solda dentro de um tubo por onde passam cabos de energia elétrica que levam energia do continente para a ilha catarinense. Pelo menos 300 mil moradores de Florianópolis estão sem energia elétrica.

O restabelecimento do serviço de energia elétrica em Florianópolis está previsto para as 18h desta quinta-feira. As obras de recuperação dos cabos de transmissão de energia elétrica, que pegaram fogo hoje à tarde após a explosão de um botijão de gás, vão se estender até amanhã.

O governador de Santa Catarina, Luiz Henrique, decretou ponto facultativo amanhã em todas as repartições públicas em Florianópolis, por causa do blecaute. A Prefeitura de Florianópolis seguiu o mesmo exemplo. Além disso, o comércio na região também não abrirá as portas.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) determinou que a Celesc envie, no prazo de 24 horas, um relatório com explicações sobre as causas do acidente e as medidas adotadas para evitar novas ocorrências como esta.

O acidente aconteceu quando dois funcionários da Companhia de Energia Elétrica de Santa Catarina (Celesc) faziam reparos nos tubos subterrâneos da Ponte Colombo Salles, que liga a Ilha à área continental catarinense. Uma faísca da solda atingiu o botijão do aparelho e explodiu, fazendo com que incendiasse os cabos de alta tensão. Os técnicos, que foram arremessados ao mar, foram resgatados sem ferimentos pelo Corpo de Bombeiros.

A ponte onde ocorreu o acidente está parcialmente interditada. O Aeroporto Internacional Hercílio Luz, assim como os hospitais da cidade, funcionam normalmente, com utilização de geradores próprios. Dos cinco técnicos que trabalhavam no local, dois sofreram ferimentos leves, mas já foram liberados.

A assessoria da Celesc informou que até o início da noite, focos de incêndio impediam a aproximação de técnicos da empresa para o reparo dos equipamentos. A corporação está no local para eliminar a fumaça que ficou no interior do tubo e mantém 18 técnicos para consertar o cabo danificado na cabeceira insular da ponte. Uma das soluções sugeridas até então seria a instalação de um cabo aéreo de energia elétrica pela ponte antiga da cidade.

A Rádio Gaúcha, em contato com a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), informou que não há perigo do Rio Grande do Sul ficar sem luz porque não se trata das mesmas linhas de transmissão.

Caos na cidade
Com a falta de energia, os semáforos da cidade pararam de funcionar e já há registros de acidentes de trânsito. Um deles ocorreu na avenida Beira Mar Norte, próximo à praça Celso Ramos. A Rádio CBN/Diário informou que todo o efetivo da Polícia Militar da cidade está nas ruas para auxliar no tráfego. A acredita que as coisas piorem no fim da tarde, quando o movimento de automóveis é maior. A orientação aos motoristas é paciência e cuidado redobrado no trânsito.

Além disso, o comércio foi fechado e as aulas das escolas municipais foram canceladas. Os alunos foram liberados. A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) suspendeu as aulas da noite de hoje.

A Penintenciária Estadual e o Presídio Central de Florianópolis estão sob controle. Um deles tem gerador central e o outro, sem, recolheu seus internos e dobrou a vigília.

Os dois grandes eventos que a cidade promoveria esta noite já teriam sido cancelados. Os hospitais suspenderam as cirurgias e estão mantendo apenas os atendimentos de emergência.

A direção do Hospital Universitário (HU) pede que casos de emergência sejam encaminhados para hospitais na parte continental de Florianópolis. A organização também contatou o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar para que pacientes emergenciais não sejam levados para o HU. Acredita-se que o problema também ocorre nos demais hospitais da Ilha.

Além disso, uma operação de economia de energia foi iniciada no hospital para garantir o funcionamento dos aparelhos vitais, como na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A Polícia Militar recomenda que as pessoas evitem sair às ruas a partir das próximas horas e que retornem para suas casas o mais cedo possível em função da segurança.

Redação Terra