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Deputado é acusado de fazer negócios com Abadia

11 de outubro de 2007 07h13 atualizado às 07h23

O deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) foi acusado ontem, no Plenário da Assembléia Legislativa do Rio, pela deputada estadual Cidinha Campos (PDT), de ter vendido ao traficante colombiano Juan Carlos Ramírez Abadia uma casa em Angra dos Reis. De acordo com Cidinha, o empresário Daniel Maróstica, que seria operador de Abadia, teria comprado a casa atribuída a Cunha de um laranja do deputado por US$ 800 mil (cerca de R$ 1,6 milhão), em dinheiro, e meses depois revendido ao mesmo laranja por US$ 700 mil. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Segundo o jornal, a deputada atribuiu a negociata a Alexandre D'Thuin da Cunha Gomes, que seria proprietário da GAP Administração e Participações Limitada, empresa que teria feito a compra e a venda suspeitas. Ele é filho do fiscal da Receita Estadual Francisco Roberto da Cunha Gomes. Cidinha considerou "estranho" os dois terem o mesmo advogado, Carlos Kenigsberg.

A deputada estadual disse, segundo o jornal, que a informação de que Cunha seria o verdadeiro proprietário do imóvel foi repassada pelo advogado do narcotraficante, Sergio Alambert.

De acordo com o Estadão, o deputado Eduardo Cunha descartou com veemência todas as acusações. Cunha confirmou conhecer Kenigsberg, mas negou ter qualquer relação com o fiscal. Alambert confirmou que Maróstica comprou a casa em nome de Abadia de "um Alexandre, dono da Gap", por contrato de gaveta. Mas descartou a possibilidade de o cliente ter falado do deputado e disse que a revenda foi feita "à revelia do Abadia". O advogado de Maróstica, Julio Clímaco Júnior, negou que ele tenha mencionado o nome de Cunha nos autos.

Redação Terra