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 Relatório aponta erro humano em choque de trens
04 de outubro de 2007 05h26 atualizado às 16h00

A causa da colisão entre os dois trens na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, em 31 de agosto, que matou oito pessoas e deixou 108 vítimas, seria a falha humana, como aponta a polícia.

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» Relatório apontará 7 falhas

O delegado da 58ª DP, Fábio Pacífico, responsável pela investigação do caso, recebeu na quarta-feira o documento em que os peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) culpariam o maquinista do trem com passageiros, Norival Nascimento, e o controlador Edson Assunção pelo choque.

Após o relatório final, Pacífico afirmou que irá indiciar os dois sob acusação de homicídio culposo. O Ministério Público do Rio deve receber na semana que vem o resultado das investigações das mãos do delegado.

No documento de 50 páginas, peritos descrevem a ocorrência de sete erros, dois a mais que os apurados pela concessionária. Segundo o relatório, as novas falhas foram cometidas pelo operador Edson Assunção Filho. De acordo com o laudo, o primeiro erro foi ter permitido que as duas composições trafegassem em rota de colisão, o que aconteceu quando o controlador autorizou o trem de testes a mudar da linha 2 para a linha 1, na qual estava a composição lotada de passageiros.

A segunda falha foi a opção do operador de não comunicar através de rádio aos maquinistas a alteração de rota do trem de testes e ter confiado só no sistema de sinalização, o que poderia evitar o desastre.

Os outros 5 erros coincidem com os apontados pela SuperVia. A concessionária responsabiliza o maquinista Norival Ribeiro do Nascimento por três deles, e o operador Edson pelos restantes. No primeiro, o controlador permitiu que Norival saísse da estação de Comendador Soares, anterior à de Austin, onde houve o desastre. O sinal naquela estação não foi fechado, o que poderia ter atrasado a partida da composição de passageiros. A segunda e a terceira falhas são atribuídas a Norival: ele trafegava a 76 km/h quando deveria estar a 60 km/h e não reduziu a velocidade ao passar pelo segundo sinal, amarelo.

O quarto erro é imputado ao operador Edson, que deveria ter cancelado a autorização dada a Wellington da Rocha Barros, maquinista do trem de testes, para mudar de linha, o que não foi feito. Já o quinto foi de Norival, que ultrapassou um sinal vermelho, o último antes de Austin.

Redação Terra